12/02/2014 (19:56)

Calor dobra risco de transmissão de doenças por lentes de contato

O cuidado com a manutenção das lentes de contato no verão deve ser redobrado. De acordo com o oftalmologista do Instituto Penido Burnier, Leôncio Queiroz Neto, os prontuários do hospital mostram que nesta época do ano dobra o número de contaminações por mau uso de lentes.

 

Proliferação de bactérias, ar condicionado, água do mar, piscina e filtro solar são os grandes vilões. Mau uso de lentes pode cegar. Ensinamentos são do médico de Campinas, que recomenda cuidados inclusive com os estojos.


Um estudo que Neto fez com 210 usuários, mostra que a contaminação por manutenção e armazenamento inadequados responde por 20% das complicações, o uso além do prazo de validade ou durante a noite, por 45% e as alergias, por 35%.


Sinais de alerta


Queiroz Neto afirma que vermelhidão nos olhos, sensibilidade à luz e visão borrada são os principais sinais de que algo está errado. “Insistir no uso sentindo desconforto pode provocar úlcera na córnea e até cegar”, comenta. Por isso, quando o olho fica vermelho ele recomenda retirar as lentes e consultar um oftalmologista imediatamente. Colocar um colírio por conta própria pode piorar o problema, mesmo que os olhos fiquem temporariamente mais brancos, adverte.


Como diminuir o ressecamento da lágrima


Segundo o oftalmologista, a lágrima, que têm a função de proteger os olhos das agressões externas, resseca entre pessoas que permanecem em ambientes com ar condicionado. Por isso, estas pessoas ficam mais vulneráveis a infecções oculares. Uma alternativa são as lentes esclerais que liberam quem tem olho seco do uso de colírio lubrificante. Isso porque, cobrem a córnea e a esclera (parte branca do olho), minimizando a evaporação da lágrima. Este tipo de lente, destaca, também é indicado para quem tem ceratocone, abaulamento da parte central da córnea e outras doenças que afetam a mucosa ocular, entre elas, a síndrome de Sögren e a síndrome de Stevens Johnson.


Nadar ou dormir com lentes pode cegar


“Quem usa lente de contato deve optar por óculos de grau quando vai à piscina ou praia”, adverte. Isso porque, o contato do olho com água contaminada por bactérias, cloro e até filtro solar pode causar uma infecção na córnea ou uma conjuntivite tóxica. Além disso, entrar na água do mar ou de piscina usando lente aumenta o risco de contrair acanthamoeba, um parasita que dificilmente é controlado com medicamentos. Já durante o sono, o especialista diz que a produção lacrimal diminui e a falta de oxigênio na córnea aumenta entre 10 e 20 vezes o risco de deformação da córnea.


Outro erro comum, observa, é usar soro fisiológico para higienizar a lente e o estojo. O produto pode contaminar os olhos porque não tem conservante. Para pessoas alérgicas às soluções higienizadoras a recomendação é usar frascos com dose única de soro,


Manutenção sem risco


As principais recomendações do médico para quem prefere usar lente são:
















































Fazer a adaptação com um oftalmologista. Lentes quenão acompanham a curvatura da córnea podem causar lesões graves.



Lavar cuidadosamente as mãos antes de manipular as lentes.



Utilizar soluções higienizadora tanto na limpeza quanto no enxágüe das lentes e estojo.



Friccionar as lentes para eliminar completamente os depósitos



Não usar água de torneira ou sobra de soro fisiológico depois que a embalagem for aberta.



Retirar as lentes antes de remover a maquiagem e quando usar spray no cabelo



Colocar as lentes sempre antes da maquiagem



Guardar o estojo em ambiente seco e limpo



Trocar o estojo a cada quatro meses



Respeitar o prazo de validade das lentes



Jamais dormir com lentes, mesmo as liberadas para uso noturno.



Interromper o uso a qualquer desconforto ocular e procurar o oftalmologista



Retirar as lentes durante viagens aéreas por mais de três horas



Não entrar no mar ou piscina usando lentes.



 

 

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