05/07/2013 (20:14)

Autoridades do Brasil Já Nâo Percebem Corrupção e Abusos

Passagens aéreas, aviões especiais, caronas com empresários, restaurantes, festas, comemorações, empréstimos, não são vistos como corrupção no Brasil.

 




Se não fossem os jornalistas não subsidiados pela máquina pública ou agências de propaganda contratadas pelos poderes; a sujeira nunca seria descoberta. Trabalham para tornar públicos os escândalos, o Ministério Público e alguns servidores cansados de ver tanto desperdício.

Estão no rol de denunciantes também, corajosos proprietários de meios de comunicação, que liberam páginas para levar ao povo a realidade. Não raro amargam o silêncio da veiculação obrigatória praticada por escalões oficiais.

Joaquim Barbosa, presidente do STF, com um discurso apropriado à honradez e dignidade, deveria ter renunciado aos passes livres de toda ordem! Mesmo que desminta prática obscena, deveria ter pago sempre as próprias passagens para voltar para casa no Rio de Janeiro. E como honrado, parece que já começa a praticar os próprios pagamentos.

Sem dúvida, o dirigente da maior Corte de Justiça do Brasil está longe do comportamento reprovável do presidente do Congresso Nacional, senador Renan Calheiros (PMDB-AL); do presidente da Câmara dos Deputados, deputado Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN) e do ministro da Previdência, Garibaldi Alves (PMDB).

Porém há muito mais histórias de abusos da coisa pública por detentores do poder. Veja os cartões corporativos que representam escândalo repulsivo. Também contam os salários exorbitantes, acompanhados de verbas de representação e outros itens, impossíveis de se compreender. Como pode um Ministro do Supremo Tribunal ganhar R$ 32 mil, mais outros benefícios e ficar olhando lá do alto das togas, os R$ 100 bilhões de precatórios devidos a pessoas pobres que lutaram por uma sentença? Ou os 60 milhões de processos parados na justiça sem julgamento? Pior ainda, os parlamentares ganharem um pouco menos e darem nada em troca aos cidadãos?

Esses que abusaram dos jatinhos do Governo deveriam desistir dos cargos que ocupam e se envergonhar de tê-lo feito; aliás uma prática confessada comum.



 

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