14/05/2012 (12:45)

Pesquisa Em Sementes Já Ajuda Proteger Espécies Nativas no Brasil

Apesar da inexistência de estudos conclusivos sobre germinação e armazenamento, sementes de espécies nativas no Brasil, já tem benefícios de manejo.

 

É o que diz a pesquisadora Isolde Dorothea Kossmann Ferraz, do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia, coordenadora da Rede de Sementes da Amazônia, que atua na área de Ciências Florestais, com ênfase em sementes florestais. Fará palestra para discutir o estado de arte e os desafios de pesquisa com sementes nativas da Amazônia.

“Há, portanto a necessidade tanto de diretrizes para a produção de sementes e mudas, bem como de diretrizes para a avaliação e fiscalização da qualidade de forma a permitir o comércio de sementes e a produção de mudas para plantios de produção, para a restauração de áreas degradadas e para a conservação de espécies ameaçadas de extinção”. Mas o maior interesse da comunidade brasileira, volta-se para espécies nativas de interesse economico.

“Estratégias para o manejo de sementes florestais de espécies pouco conhecidas da Amazônia”. Este é o tema que será abordado no Ciclo de Palestras do Musa, da próxima quinta-feira, 17 de maio, pela pesquisadora Isolde Dorothea Kossmann Ferraz, do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia, coordenadora da Rede de Sementes da Amazônia, que atua na área de Ciências Florestais, com ênfase em sementes florestais.

Segundo a pesquisadora, nas últimas décadas, houve um grande esforço para aumentar o conhecimento sobre espécies florestais, principalmente a propagação por sementes. Isolde Ferraz destacou algumas atividades em nível nacional que contribuíram para estimular a pesquisa com sementes nativas: a criação das Redes de Sementes em 2001, pelo Ministério do Meio Ambiente; a publicação da Lei de Sementes, em 2003, pelo Ministério de Agricultura; e, recentemente, a Instrução Normativa 56, específica para sementes florestais, em vigor desde 2012.

Ferraz argumenta que, apesar de não existir resultados científicos sobre a germinação e o armazenamento de sementes de todas as espécies amazônicas, existe, hoje, uma visão mais clara em reconhecer algumas características morfológicas e ecológicas que podem auxiliar na determinação de estratégias de manejo adequadas. “Desta maneira, a perda de material pode ser reduzida e aumentadas as chances de sucesso na propagação”, revela.

Sobre a pesquisadora

Isolde Dorothea Kossmann Ferraz é graduada em Ciências Biológicas - Universidade de Freiburg - Alemanha (1978), e graduada em Educação Física - pela mesma Universidade (1977). Doutora em Fisiologia Vegetal - Universidade de Freiburg - Alemanha (1983). Participa desde 2006 na editoração de livros e cartilhas da Editora INPA. Recebeu o Prêmio Jabuti como co-autora e editora do livro " Guia de Propágulos e Plântulas da Amazônia&quot. Responsável pela serie " Informativos Técnicos da Rede de Sementes da Amazônia" e da coletânea " Manual de Sementes da Amazônia&quot.

Pesquisadora atua na área de Ciências Florestais, com ênfase em sementes florestais: germinação e armazenamento de sementes e morfologia de sementes e plântulas de espécies florestais da Amazônia.

 

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