07/11/2013 (16:44)

Implante Já Substitui o Uso de Óculos

ANVISA (Agencia Nacional de Vigilância Sanitária) acaba de aprovar uma lente intra-ocular suplementar que pode liberar o uso de óculos.

 

 


Medida alcança especialmente as pessoas quejá passaram por cirurgia de catarata (opacificação do cristalino, lente natural do olho responsável pelo foco). Inovação também evita agravamento do olho preguiçoso em crianças com catarata congênita. 


 


 


 


Assim a Medicina moderna vai ajudando os pacientes de catarata, doença ocular que mais cresce no Brasil por conta do envelhecimento da população. Levantamento do CBO (Conselho Brasileiro de Oftalmologia) aponta que a doença, maior causa de cegueira tratável, atinge 17,6% dos brasileiros com até 65 anos e 47,1% dos que têm idade entre 65 e 74 anos.


 


 


 


 


 


Leôncio Queiroz Neto, oftalmologista do Instituto Penido Burnier explica que a lente suplementar corrige erros refrativos residuais da cirurgia de catarata. Este é um problema comum à maioria dos brasileiros que já fizeram a operação. Isso porque as lentes intra-oculares multifocais são recentes no Brasil e  usadas por 9 em cada 10 pacientes.


 


 


 


Apesar dos procedimentos cirúrgicos, as pessoas ontinuam com dificuldade de enxergar de perto por causa da presbiopia ou vista cansada que atinge 100% dos maiores de 40 anos. O grau residual pós-cirúrgico, também pode ocorrer em quem tem alto grau de miopia ou hipermetropia, apesar da biometria de coerência óptica ter aumentado bastante a precisão de refração durante o procedimento. Especialista diz que os vícios de refração e a presbiopia podem ser corrigidos pelo uso de óculos, mas 60% preferem ficar longe das lentes corretivas.


 


 


 


 


 


 


Desenho elimina riscos de complicações


 


 


 


 


Queiroz Neto explica que a lente suplementar é implantada no sulco ciliar, atrás da íris (parte colorida do olho), através de uma incisão de 3 milímetros feita na córnea. Produzida em material biocompatível com a estrutura ocular, é mais fina e flexível que a lente convencional. Tecnologia conseguiu eliminar o risco de glaucoma e deformação da superfície óptica que poderiam ser causados, respectivamente, pelo atrito com a íris e lente convencional.


 


 


 


 


 


Procedimento é mais seguro que a troca da lente intra-ocular. Isso porque, a substituição pode provocar a ruptura capsular ou das fibras oculares que fixam a lente no lugar do cristalino. O implante também é previsível porque só depende da refração atual.  Quem tem altos graus de miopia, hipermetropia ou aberrações de alta ordem pode ficar com grau residual após a cirurgia de catarata que agora é eliminado pela lente suplementar asférica.


 


 


 


 


 


 


Já o astigmatismo residual, comum em portadores de ceratocone (doença que atinge a parte central da córnea), é corrigido com a lente suplementar tórica.  A indicação para corrigir presbiopia pós-cirúrgica é o implante suplementar multifocal. Lente multifocal convencional é contra-indicada na cirurgia de catarata de quem já passou por refrativa. Neste caso e em pacientes que fizeram transplante de córnea, o tipo de implante complementar varia de acordo com a dificuldade visual.


 


 


 


 


Lente melhora desenvolvimento visual de Crianças


 


 


 


 


 


Aantagem da nova lente para crianças que têm catarata congênita é a possibilidade de troca sem causar trauma ocular, de acordo com as alterações de refração. Assim explica Queiroz Neto. Estima que no Brasil, 0,4 dos recém-nascidos têm a doença. Trata-se de uma importante causa de deficiência visual grave na infância, que pode levar ambliopia ou olho preguiçoso severo quando atinge só um olho.


 


 


 


 


 


Implante de lente suplementar após a cirurgia de catarata congênita, comenta, otimiza a refração e impede a evolução do olho preguiçoso na catarata unilateral. A única ressalva é que os tecidos oculares na infância são mais suscetíveis a inflamações. Por isso, o tratamento exige maior acompanhamento médico para evitar complicações.

 

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