20/04/2009 (10:07)

Conflito no Campo Repete História no Brasil: Justiça Não Se Cumpre

Conflito por terras com vítimas no sul do Estado do Pará, repete o vício do Brasil. Justiça julga mas não faz cumprir decisões contra MST.

 

Problema é antigo, tem muito de infuência política e ação de interesses do sistema de Estado. É o mesmo vício que se observa em outras esferas do Judiciário. Há retardamento nos julgamentos, que quando decididos não se cumprem. Exemplo é o grave distúrbio dos precatórios, que o Parlamento ameaça com lei de calote.

Um conflito armado entre trabalhadores sem terra e seguranças da fazenda Espírito Santo, no sul do Pará, ontem (17), deixou  pelo menos sete pessoas feridas.

Segundo uma das coordenadoras do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) no Pará Maria Raimunda, os trabalhadores se dirigiram a um palmeiral para retirar folhas e madeiras e arrumar os barracos do acampamento, "quando um deles foi preso e levado a um retiro da fazenda Espírito Santo pelos seguranças da fazenda".

Ainda de acordo com Maria Raimunda, pessoas que estavam no acampamento resolveram seguir o trabalhador preso e, nesse momento, um dos seguranças deu a ordem para atirar. No incidente, segundo ela, dez trabalhadores ficaram feridos. Oito deles foram atendidos no hospital de Xinguara. Dois trabalhadores que estavam em estado mais grave foram encaminhados para o hospital de Marabá e para o hospital de Redenção.

Até o momento, a polícia de Xinguara confirma que ficaram feridas no confronto sete pessoas: seis delas ligadas ao MST e um segurança da fazenda. De acordo com o delegado Luiz Paulo Galrão Filho, coordenador da equipe de policiais que está no local para fazer uma inspeção, a situação é tranquila. Segundo ele, entretanto, ainda não é possível determinar o que ocorreu na fazenda na noite de ontem.

Maria Raimunda informou que depois do incidente os trabalhadores retornaram para o acampamento, que fica próximo à entrada da Fazenda Espírito Santo, de propriedade do banqueiro Daniel Dantas. O acampamento foi formado em fevereiro deste ano e é composto por cerca de 200 pessoas, entre homens, mulheres e crianças.

“O pessoal da fazenda está falando que os trabalhadores estão mantendo os empregados da propriedade em cárcere privado, mas, na verdade, depois do confronto, os trabalhadores do MST voltaram para o acampamento na entrada da fazenda. A situação está calma”, d

 

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