16/06/2018 (21:33)

Bolsas Um Item Que Marca a Mulher Ao Longo Do Século. Aqui a História.

Bolsas, qual a mulher que não gosta de uma? Há uma coleção correndo o mundo, que passou até por Paris. E chama atenção pela qualidade histórica. Bolsas evoluem conforme o próprio desenvolvimento de costumes e da tecnologia. Há também variações de modelos segundo a categoria de profissionais.

 

Com aspecto prático ou estético, o acessório assume função social e religiosa ao longo dos séculos. Modelos em pele de peixe usados pelos esquimós ou bolsas com miçangas para rituais masculinos na África, atestam essa condição inseparável da mulher.

Bolsa Kelly
A célebre marca de luxo francesa Hermès reuniu um comitê de historiadores e curadores de museus para analisar as funções e a utilização das bolsas ao longo dos séculos e em diferentes culturas. O resultado é a exposição Le Cas du Sac (O Caso da Bolsa). A bolsa Kelly (na imagem ao lado) foi criada em referência à princesa e atriz de Hollywood Grace Kelly.
(Foto: Studio des Fleurs)
 
1550
A mostra reúne quase 500 peças de origens geográficas variadas. Segundo alguns visitantes da exposição, vários modelos apresentados, alguns com mais de 200 anos, poderiam ser usados hoje. A bolsa ao lado, de 1550, é feita de pele e decorada com tiras de pele.
(Foto: J. M. Tingaud)
 
Bolsa Feminina
O visitante descobre como as bolsas evoluíram ao longo da história - por exemplo, os bolsos escondidos sob as roupas, usados durante a Idade Média, acabaram se transformando em bolsas - e também como esses acessórios começaram a se tornar objetos de moda. As bolsas de mão Aubusson ao lado foram baseadas no design de Henri de Waroquier, de cerca de 1924.
(Foto: J. M. Tingaud)
 
Cobradores
A exposição se inicia pelo uso cotidiano da bolsa, incluindo bolsas usadas em diferentes profissões. Esta bolsa da coleção do conservatório de criação da Hermès era usada pelos cobradores nas carruagens, que também precisavam controlar o cumprimento do horário da viagem. O relógio na bolsa está invertido - de cabeça para baixo - para permitir olhar rapidamente as horas mesmo com as mãos ocupadas.
(Foto: J. M. Tingaud)
 
Chanel
Essa bolsa da Chanel feita em algodão também faz parte da mostra e data da década de 20. A Chanel foi uma das primeiras marcas a criar uma bolsa elegante com alça a tiracolo (em 1955) para permitir, segundo a própria marca, que as mulheres ficassem com as mãos livres.
(Foto: J. M. Tingaud)
 
Humphrey Bogart
Alguns dos objetos apresentados também pertenceram a personalidades, como a mala da Hermès, de 1950, utilizada pelo ator Humphrey Bogart.
(Foto: J. M. Tingaud)
 
Renda
Essa bolsa foi criada pela grife italiana Moschino em 1988. A exposição fica em cartaz no Museu das Artes Decorativas de Paris até o dia 20 de fevereiro de 2005.(Foto: J. M. Tingaud)
 
Peixe
Grandes marcas do setor do luxo, como Christian Lacroix, Louis Vuitton, Jean-Paul Gaultier e Fendi (com sua famosa bolsa baguette) podem ser citadas como algumas das que inovaram as formas desse acessório de moda, mas não reduziram sua praticidade. A bolsa ao lado, em forma de peixe, é de Christian Lacroix, da coleção de 2001.
(Foto: J. M. Tingaud)
 
Copacabana
Grandes arquitetos e designers, como Jean Nouvel (que construiu o Instituto do Mundo Árabe em Paris), Ron Arad ou Shiro Kuramata também desenharam modelos de bolsas, como o Copacabana, de Kuramata, feito em 1988.
(Foto: J. M. Tingaud)
 
Alta Costura
Estas bolsas fazem parte da coleção La Parigotte de alta costura, primavera/verão 2002, de Jean-Paul Gaultier.
(Foto: J. M. Tingaud)
 
Nova Guiné
Este modelo é da Papua Nova Guiné e foi criado entre 1950 e 1955.
(Foto: Peter Horner)
 
Bruxaria
As bolsas, além de seu aspecto prático ou estético, também tiveram funções sociais e religiosas ao longo dos séculos. A da foto ao lado, considerada de bruxa, é feita com ossos e dentes de animais e casca de hibisco. Modelos em pele de peixe usados pelos esquimós ou bolsas com miçangas utilizadas em rituais masculinos na África também fazem parte da exposição.
(Foto: M. J. Guigues)
 
Criatividade
A imaginação dos estilistas não tem limites: eles criam bolsas com todos os tipos de formatos, de telefone a peça de xadrez, como essas da marca Nina Ricci.
(Foto: J. M. Tingaud)

 

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