05/10/2019 (11:18)

Excesso de faculdades vai acabar em punição. Graduação é precária.

Vai resultar em punições de variadas ordens a irresponsabilidade na criação excessiva de faculdades e a consequente desqualificação de graduados. A desordem no sistema universitário ocorreu durante os últimos 15 anos, com a expansão de cursos e a degradação do ensino superior. Durante os últimos meses, antes de assumir Michel Temer, ocorreram muitas exclusões de vagas e de graduações. Governo foi pressionado pelos conselhos e associações profissionais, que tardiamente descobriram grave situação.

 

Mas foi insuficiente, porque o resto do sistema acumulou deficiências, que resultaram na precarização dos ambientes acadêmicos.

Com estatísticas mais confiáveis, hoje as autoridades assumem o controle do problema e partilham com a sociedade as informações degradantes.

Das 1.800 faculdades em atividade no País, 1.564 são particulares. Conseguiram nota máxima no ENADE (Exame Nacional de Desenvolvimento de Estudantes) só 3,3% e na públicas 20,3%. Provas foram aplicadas para graduandos de Direito, Administração e Psicologia. Vale a pena observar os quadros do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Só mais um número para pensar: as unidades Públicas de formação superior possuem pouco mais de 800 graduações, mas as particulares acumulam nada menos que 7.546. Em pelo menos 301 cursos os estudantes não conseguiram ter conceito algum.

Agora imagine-se o Brasil, mergulhado em desafios econômicos e sociais, precisando de profissionais de qualidade máxima, deparando-se com recursos humanos desse nível! Descobre-se o porquê da produção industrial quase zero e dos rendimentos sofríveis nos demais setores da economia.

 

Seja o primeiro a comentar esta notícia.

Comente esta notícia 

 

IWoScp