10/09/2019 (14:01)

Suicídio, é possível prevenir

Dizem os profissionais da OMS (Organização Mundial da Saúde) que 9 em cada 10 suicídios, podem ser evitados. Ministra Damares Alves estimula comportamento preventivo, indica o valor do diálogo e da compreensão diante de sinais que a pessoa está em risco. Nos Centros de Valorização da Vida (CVV), há sempre alguém pronto para dar atenção a quem chama pelo número 188. E cuidado especial terá nos Centros de Atenção Psicossocial (CAPs), vinculados ao SUS. Atendentes conseguiram reduzir 14% os casos.

 

Damares Alves, ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos,  afirmou que o Brasil “está diante do caos da epidemia de suicídio”. Afirmou que o País pode ficar impressionado quando tiver números atualizados sobre o problema. “É possível que a gente se assuste; que a gente esteja entre os cinco primeiros no mundo em suicídio e automutilação”. 

Damares ressaltou que há um fenômeno dessas ocorrências entre crianças. “Nós temos registro de crianças de seis anos no Brasil que se suicidaram. A menina mais jovem que conversou comigo, que estava se automutilando e querendo se matar, tinha sete anos”, revelou. Os casos também são cada vez mais comuns entre os jovens. 

"Todos que estão se  autoflagelando e tentando o suicídio, falam que estão com dor na alma. E a gente não pode subestimar isso. Não subestime e, por favor, não recrimine. Não use a frase ‘é frescura, quer aparecer’. Não é! Essa geração está em profundo sofrimento. Nós vamos ter que entender, saber o que está causando esse sofrimento. Essa geração não sabe lidar com conflitos”. 

Damares disse ainda que acredita que enfrentar esse tema é um desafio da humanidade e que o Brasil já amarga números absurdos.

A ministra lembrou que, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o País já é o oitavo no mundo, mas que o relatório é de um período em que havia subnotificação. Com a nova legislação, sancionada em 2019, será obrigatório informar suicídio, tentativa e o resultado de investigação criminal que comprove que a pessoa optou pela própria morte. A automutilação também terá de ser registrada.

Damares afirmou que o ministério focou nas orientações estabelecidas pela OMS para falar sobre o assunto, para não haver risco de efeito contágio.

“Vamos ter que fazer uma revisão de valores, ir para a escola, conversar com os pais, trazer todo mundo para esse debate. Temos que ter muito cuidado e delicadeza para falar. Obedecer protocolos. Nós precisamos começar a falar com os líderes religiosos que a oração é importante, a fé nesse processo é importante, mas a gente também está diante de uma questão de saúde mental”. 

Segundo a Ministra, já há uma parceria com a Associação Brasileira de Psiquiatria para os profissionais de saúde fazerem tutoriais para o ministério e a pasta treinar jornalistas, blogueiros, professores, conselheiros tutelares e líderes religiosos. 

Socorro existe fácil. Telefone

Segundo a OMS, nove em cada 10 casos o suicídio poderia ser evitado. A pessoa em sofrimento precisa buscar ajuda e receber atenção de quem está à sua volta. Demonstrar sensibilidade e dar importância ao sofrimento do outro é fundamental, segundo os especialistas.

Desde 2018, os Centros de Valorização da Vida (CVV) também atendem quem precisa de ajuda. Basta telefonar para o número 188. A ligação é gratuita para todo Brasil.

Acolhimento profissional especializado é feito nos Centros de Atenção Psicossocial (Caps), vinculados ao SUS. De acordo com o Ministério da Saúde, nos locais onde existem Caps, o risco de suicídio reduz em até 14%.

Saiba mais como identificar sinais e agir na página do Ministério da Saúde, aqui.

Fonte: TV Brasil, EBC, Rosean Kennedy

 

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