19/08/2019 (15:57)

Bolsonaro manda suspender radares nas rodovias do Brasil

Presidente Jair Bolsonaro determina ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, por meio de despachos publicados (190815) no Diário Oficial da União, que suspenda o uso de radares "estáticos, móveis e portáteis" até que o Ministério da Infraestrutura “conclua a reavaliação da regulamentação dos procedimentos de fiscalização eletrônica de velocidade em vias públicas”. Agora o CONTRAN (Conselho Nacional de Trânsito) vai analisar e sugerir um novo sistema.

 

De acordo com o documento, a medida tem por objetivo “evitar o desvirtuamento do caráter pedagógico e a utilização meramente arrecadatória dos instrumentos e equipamentos medidores de velocidade”.
 
Para se ter ideia dos abusos que comprovam o que diz o
Presidente da República, veja o dado de janeiro de 2018
a julho de 2019. No período citado a Polícia Rodoviária Federal (PRF)
lançou 6.339.500 multas. Nem é preciso dizer algo mais.
 
Mas a medida presidencial terá que ser implantada acompanhada de rigor na disseminação de bons princípios aos usuários do trânsito, estratégias de educação desde a pequena idade a partir da família, na escola, bares, clubes...
 
O despacho do presidente pede também que o ministério “proceda à revisão dos atos normativos internos que dispõem sobre a atividade de fiscalização eletrônica de velocidade em rodovias e estradas federais pela Polícia Rodoviária Federal.
 
Ao deixar o Palácio da Alvorada, Bolsonaro destacou que os radares fixos, aqueles instalados em postes ao lado das rodovias, não entram nessa suspensão, pois o Governo tem contratos com empresas que operam esses equipamentos. “Não vamos alterar contratos”, disse. O Presidente já afirmou, entretanto, que a intenção é, ao fim do prazo, não renovar esses contratos.
 
190816 - 19:24 horas
 
Bolsonaro critica multas e excesso de radares nas rodovias
 
Brasil está prestes a corrigir uma das mais graves agressões aos cidadãos, turistas e empreendedores que circulam pelas rodovias e trechos urbanos.
 
São as multas de trânsito operadas pelo sempre crescente número de radares, com mecanismos cada vez mais sofisticados.
 
Presidente da República, Jair Bolsonaro, voltou afirmar que brevemente vai pedir ao Parlamento para acabar com o atual sistema que considera agressivo à economia e aos bolsos dos brasileiros.
 
Com oposição em vários segmentos, Bolsonaro espera obter rapidamente a atenção dos deputados e senadores, a quem continua apelando para ajudar no propósito de extinguir com a sede por multar em qualquer lugar.
 
Medida presidencial tem razão de ser, porque ao longo de tantos anos, as multas e cassações de Carteira Nacional de Habilitação (CNH), com nada contribuem para reduzir as mortes de mais de 50 mil pessoas todo ano e ferimentos de milhões, com prejuízos severos a todos. Pelo contrário, causam prejuízos ao turismo e às empresas, sem se referir às perdas de vidas e custos de tratamento médico de feridos e mutilados.
 
Nos âmbitos municipal, estadual e federal, o comportamento por lançar multas sobre condutores de veículos, assume o inusitado. Em 2018, um motorista recebeu imposição da Polícia Rodoviária Federal (PRF), no mês de dezembro. Mas o "ilícito" teria ocorrido em janeiro. Nos estados são suspensas CNH em 2019, utilizando-se de supostas infrações datadas de 2016.
 
Certo o Presidente na luta contra esses procedimentos que nada educam, deve contudo propor um modelo de educação para a convivência de todos no uso de rodovias e vias urbanas. Por enquanto só fala em extinguir, pouco se sabe qual a proposta para prevenir. Mas é preciso que haja urgente atuação, ocupando familias, crianças desde tenra idade e de maneira muito efetiva e ampla, os jovens e adultos. São as faixas onde há mais vítimas devido ao ato de conduzir automotores.
 
 
 

Fonte: Moreira, Luiz Nunes, jornalista

 

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