10/08/2019 (20:47)

NASA exibe foto mais próxima do Planeta Júpiter, com manchas

Manchas que mostram o Planeta Júpiter como nunca visto antes, foram liberadas pela NASA (Agência Espacial Norte-Americana). Esse é mais um resultado do engenho espacial Hubble, que obteve maior êxito nas pesquisas astronômicas e vem oferecendo resultados desde 1990. Nesse trabalho dos últimos dias de junho de 2019, o satélite artificial destaca evidências de nuvens de gelo e amônia que fazem parte do ambiente jupteriano.

 

Fotos foram operadas na distância de 640 milhões de quilômetros entre Júpiter e a Terra, algo como 400 milhões de milhas. Além do colorido e das perigosas evoluções de amônia, o Planeta está convulsionado por fenômenos que os pesquisadores avaliam se tratar de ciclones. Não há referência ao potencial dessa perturbação. Também são presentes tempestades poderosas em elevadas altitudes.

No site nova imagem de Júpiter, a NASA colocou vários ângulos do feito astronômico. Aparecem imagens do maior planeta do sistema solar e quinto mais próximo do sol, depois de Marte e antes de Saturno. Algumas tem cor avermelhada e outras se destacam pelo alaranjado.

Esse trabalho faz parte do Outer Planets Atmospheres Legacy program, conhecido por OPAL pelas equipes da Agência Espacial.

Feitos do Hubble

Durante a missão Hubble, mais de 1

milhão de observações já foram

registradas e serviram de fonte

para a publicação de cerca

de 12 mil artigos científicos.

O Hubble é capaz de completar uma órbita ao redor da Terra em cerca de 95,5 minutos na velocidade média de 28 mil quilômetros por hora. Ou seja, o instrumento astronômico pode dar 14 voltas no planeta Terra dentro de 24 horas. O site SATVIEW exibe, em tempo real, o percurso do satélite e mostra dados de latitude, longitude, a distância entre o observador e o objeto, altitude, velocidade e, por fim, o azimute e a elevação - coordenadas necessárias para saber a posição do céu em que devemos olhar ou apontar uma antena. Para acompanhar a rota do telescópio, acesse este link

Medindo o universo

Um dos marcos do Hubble é a medição precisa da distância das cefeidas - estrelas com luminosidades variáveis que determinam o ritmo de expansão do universo e a idade. Outra atividade é avaliar as propriedades das galáxias mais próximas e a massa dos buracos negros encontrados nos núcleos.  

Em 1994, o satélite captou um momento histórico no mundo da astronomia: a colisão do cometa Shoemaker-Levy 9 com Júpiter. Os registros do planeta foram os mais nítidos desde a passagem da nave robótica Voyager 2 em 1979. Recentemente, o telescópio descobriu a existência de água em Ganimedes, a lua de Júpiter. Além destes fatores, o objeto também ajudou na popularização da ciência, já que suas atividades são úteis para informar o público sobre os acontecimentos mais marcantes dos corpos celestes. 

Até o lançamento do Hubble, o instrumento científico mais importante na astronomia era a luneta de Galileu Galilei. Da mesma forma que a invenção do século XVII proporcionou um avanço significativo para a civilização, o telescópio deu um salto ainda maior e trouxe uma nova visão do universo. Medindo 13,3 metros de comprimento, 2,4 metros de diâmetro e pesando 24.500 libras, o satélite Hubble gera cerca de 10 terabytes de dados por ano a 569 quilômetros acima da superfície da Terra. Seu objetivo é investigar as características físicas e dinâmicas dos corpos celestes, observar a estrutura das estrelas e galáxias e estudar a história da evolução do universo. 

Nesses 25 anos, a NASA já enviou cinco missões de reparos técnicos ao objeto, sendo a última em maio de 2009. Segundo Felicia Chou, relações-públicas da agência, o Hubble continuará em órbita até 2030, aproximadamente. O motivo da desativação é o lançamento do telescópio sucessor James Webb, previsto para 2018. 

Telescópio, mais de 300 anos

O telescópio é usado para observar objetos de longe e calcular a dimensão deles. O neerlandês Hans Lippershey tentou produzir a ferramenta, em 1608, para ser utilizado nas guerras. Um ano depois, Thomas Harriot descobriu o projeto e resolveu aprofundar sua utilidade, quando ficou conhecido como o primeiro homem a usar o instrumento para fins astronômicos.

Galilei foi quem viu, pela primeira vez, as fases de Vênus, os satélites de Júpiter, a natureza da Via Láctea, as infinitas estrelas e vários fenômenos. No decorrer do tempo, novas versões foram aparecendo e, hoje, existem vários tipos de telescópios: refrator, refletor e o catadióptrico.  

Como funciona

No refrator, a luz transpassa a lente e converge para uma segunda lente, onde observamos o objeto. O refletor capta a luz do objeto e reflete em um espelho côncavo. Daí, a imagem vai para um segundo espelho, que envia para o observador. Já o catadióptrico é uma mistura das dois tipos: a base é de espelhos, mas tem lentes corretoras.

 

 

Fonte: NASA

 

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