06/07/2019 (19:57)

Metade dos corais vivos dos oceanos foi extinta em 150 anos

Metade de todos os corais vivos do mundo desapareceram ao longo dos últimos 150 anos. Esta é uma revelação feita pelo secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres nos 25 anos da Convenção sobre o Direito do Mar. Alertou (190617), em Nova Iorque, que os oceanos enfrentam ameaças inéditas devido às mudanças climáticas e outras ações humanas. Nos últimos 40 anos, a poluição plástica no mar aumentou 10 vezes.

 

Estima-se que um terço dos estoques naturais de peixes

estejam super-explorados. E os ecossistemas marinhos

têm sofrido o impacto da acidificação, do aumento do

nível dos oceanos e do crescimento de zonas mortas, as

regiões dos mares com níveis baixíssimos de oxigênio.

Tais condições inviabilizam a vida marinha.

Guterres justificou que por isso a convenção da ONU é essencial, uma vez que funciona como “a Constituição dos nossos oceanos” e “oferece um quadro para o uso pacífico, sustentável e colaborativo dos mares, oceanos e seus recursos”. A adoção do documento já é feita por quase todos os países. Lançou os fundamentos para o desenvolvimento progressivo do Direito do Mar. Desde 1994, o texto foi ratificado por 168 países.

Para superar os desafios que os oceanos enfrentam atualmente, Guterres ressaltou que a comunidade internacional já conta com um plano de ação. É o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) nº 14, sobre a preservação da vida na água. Esse ODS divide-se em 10 metas, que contemplam temas como a poluição marinha, a acidificação, a sobrepesca e a proteção ecossistêmica.

De acordo com o secretário-geral, os Objetivos Globais também trazem a promessa de não deixar ninguém para trás. Incluem as pessoas que dependem dos oceanos para se alimentar, para transporte, regulação climática, preservação do patrimônio e turismo.

“Demandas conflitantes da indústria, pesca, transporte de cargas, mineração e turismo, estão criando níveis insustentáveis de pressão sobre os nossos ecossistemas marinhos e costeiros”.

A fim de lidar com essa conjuntura e cumprir o ODS 14, o secretário-geral defendeu a implementação plena da convenção sobre Direito do Mar. “Sejamos a geração que vai reverter o ciclo de contínua destruição nos nossos oceanos e garantir a sua conservação e uso sustentável, para o benefício da atual e das futuras gerações”.

Nos 40 anos passados, a poluição plástica no mar aumentou dez vezes.

Estima-se que um terço dos estoques naturais de peixes estejam

super-explorados. E os ecossistemas marinhos têm sofrido o

impacto da acidificação, do aumento do nível dos oceanos e

do crescimento de zonas mortas — regiões dos mares com

níveis baixíssimos de oxigênio, o que inviabiliza a vida marinha.

 

 

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