08/06/2019 (12:03)

Refugiados estreiam como profissionais do futebol no Rio de Janeiro

Ahmad e Hafith, são duas atrações que irão encontrar os amantes do futebol que forem ver a partida deste domingo (190609) no estádio Alzirão, em Itaboraí, Rio de Janeiro. São sírios trazidos do maior campo refugiados do mundo, em Zaatari, Jordâni. Estreiam na equipe do Pérolas Negras que joga contra o Bela Vista e representam os melhores atletas selecionados entre 150 por técnicos brasileiros em cooperação com as Nações Unidas (UNHCR-ACNUR).

 

A partida começa às 12:45 e torna-se histórica, porque atende ao sonho de pessoas extremadas pela guerra sem fim no País de origem, onde já morreram cerca de 5 milhões de pessoas. O time brasileiro tem sede em Resende e mandou técnicos à Síria para selecionar futuros jogadores de futebol.
 
Dos 150 jovens que participaram da seletiva inicial, cinco foram selecionados: Ahmad, Hafith, Jawdat, Omar e Quais. Natural da cidade Homs, Ahmad, de 17 anos, teve que deixar a Síria e partir para o país vizinho ainda antes de completar 10 anos de idade. Já Hafith é chamado de Marcelo, uma homenagem ao ídolo, o jogador brasileiro que atua na lateral-esquerda do Real Madrid.
 
“Antes da guerra, um time levava anualmente dez meninos para treinar no Catar. Fui selecionado, mas não pude ir porque foi quando a guerra começou”, disse o meio-campista Ahmad, fã de Neymar.
 
“Eu estou super bem aqui. A minha única dificuldade, realmente, é com o idioma, mas eu sei que vou superar esse obstáculo e que vai ficar tudo bem”, disse Hafith. O jovem é natural de Daara, cidade a cerca 13 quilômetros da fronteira com a Jordânia. O ACNUR estima que cerca de 79% dos habitantes do campo de Zaatari também tenham vindo de lá.
 
Com cerca de 77,4 mil habitantes, o campo de Zaatari foi criado em 2012 pela Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) para acolher as pessoas deixaram a Síria por canta da guerra que começara um ano antes. O que começou com algumas poucas tendas é hoje um assentamento no meio da aridez de uma região desértica.

Fonte: ACNUR

 

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