11/04/2019 (21:18)

Condor, primeiro supermercado da América a usar gás propano

Está em Curitiba primeiro supermercado da América do Sul a utilizar gás propano em equipamentos de refrigeração para congelamento de produtos que serão colocados à venda. É um recurso bom para o meio ambiente, pois substitui os gases do aquecimento HCFCs. É o Condor, rede que se expande no Paraná e Santa Catarina (sul do Brasil).

 

Vantagem da nova tecnologia é evitar a poluição que destroi a camada de ozônio e contribui para o aquecimento da Terra, causando o que se chama de "efeito estufa". Não abandonou o emprego de CO2, mas desenvolveu a solução do R-290 (fluído frigorífico propano, derivado de petróleo. Propano é também propulsor para sprays aerossóis) que reduz os efeitos maléficos à atmosfera.   

Há um esforço da empresa paranaense em tornar a atividade sustentável, como uma usina solar com 1.443 painéis, luz natural, tecnologias modernas de iluminação e sistema de captação de água da chuva.

Diversos parceiros se uniram para concretizar a implantação do sistema, que agradou a Organização das Nações Unidas para Desenvolvimento Industrial (UNIDO), o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), da Agência Alemã de Cooperação (GIZ) e a Eletrofrio Refrigeração.

O empresário Pedro Joanir Zonta, presidente do grupo Condor, deu as boas-vindas a todos e falou também da preocupação da empresa em se manter atualizada no que diz respeito às tecnologias que utiliza e como elas afetam o meio ambiente.

“O novo Condor Venceslau Braz vai entrar para a história como o primeiro supermercado da América do Sul a utilizar uma tecnologia em seus equipamentos de refrigeração: o Propano, gás natural inofensivo à Camada de Ozônio, com tecnologia revolucionária na eliminação dos gases sintéticos que prejudicam a natureza”. Palavras de Pedro Joanir Zonta, presidente do Grupo Condor.

Ole Nielsen, chefe da Unidade do Protocolo de Montreal da UNIDO, falou sobre o caminho percorrido para se chegar à nova tecnologia e sobre a superação das expectativas para com o projeto.

“É incrível presenciar o que essas empresas tão prestigiadas podem entregar no que diz respeito à proteção do meio ambiente. Tudo começou há 5 anos, quando estávamos preparando uma estratégia nacional para o Brasil, para lidar com essas substâncias tão discutidas. Para ser honesto, eu ainda tinhas dúvidas se isso seria concretizado, mas há exatamente um ano estive no Brasil e visitei uma feira onde a Eletrofrio estava, e eles disseram: queremos te mostrar uma coisa. Era um módulo, na forma como havíamos pensado. Uma maravilha!”

No mesmo dia, a UNIDO e a Eletrofrio discutiram os próximos passos para o projeto, como a promoção da tecnologia através de visitas à linha de produção da Eletrofrio e um evento especial em 3 ou 4 meses, para a apresentação da nova tecnologia e dos resultados da operação do equipamento em condições reais, destacando a eficiência energética, que deve ser comparada com tecnologias tradicionais.

Segundo Rogério Marson Rodrigues, gerente de Engenharia da Eletrofrio, é importante que se desenvolva um equipamento de qualidade, mas que também seja ressaltada a necessidade de se criar um ambiente seguro para o uso dessas tecnologias. De acordo com Marson, “a tecnologia em si é simples de ser explicada. Segurança é o principal ponto a ser discutido nesse tipo de sistema de refrigeração”.

“Um dos objetivos do projeto é evitar a manutenção dentro do supermercado. Por ser um sistema modular, se necessário, retira-se apenas o módulo em falha, levando-o para a fábrica para realizar a manutenção. Claro que um dos próximos passos (quando o sistema se tornar uma solução difundida no mercado) é providenciar um novo sistema de assistência técnica da Eletrofrio ou a manutenção em local autorizado”. É o que ensina Ivair Soares Junior, gerente de Engenharia, Instalações e AT da Eletrofrio, sobre a assistência técnica do novo sistema.

Apesar de a nova tecnologia ainda ser recente, a equipe vê o projeto com muito otimismo, pois agora está disponível para o público, expandindo alternativas ao uso dos HCFCs. “Quando as pessoas conhecerem, verão o quão segura é”, afirma Edgard Soares, especialista em Refrigeração da UNIDO.

Segundo a gerente de projetos da UNIDO, Sérgia Oliveira, o projeto faz parte do Programa Brasileiro de Eliminação do HCFC-22. Assim como esta opção, há outros projetos em conjunto com o Ministério do Meio Ambiente, a UNIDO e a iniciativa privada, todos amparados pelo Protocolo de Montreal, que estimula novas tecnologias de proteção ambiental.

 

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