10/04/2019 (19:57)

Polícia federal apreende 13 aeronaves em 3 estados do Brasil

Apreensão de 13 aeronaves "com indícios claros de irregularidades", foi a conclusão do trabalho no primeiro dia da Operação Dédalo, da Polícia Federal e Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC). Foram 6 em Joinville (Santa Catarina), 2 em Curitiba (Paraná) e 5 em Sorocaba (São Paulo), além de peças, cones de caudas de helicópteros e documentos.

 

As investigações se iniciaram em 2016, em razão de denúncia de irregularidades na manutenção de aeronaves, denunciadas como causa das quedas de helicópteros.

Após a instauração do inquérito policial, a PF, em com a ANAC, executaram a inspeção na empresa investigada. No local houve apreensão de documentos, peças e aeronaves.

Exames periciais e análise dos documentos, além de contatos com fabricantes e autoridades estrangeiras (EUA), comprovaram indícios de compra de aeronaves sinistradas (salvados), reparo além dos limites permitidos pelo fabricante, com utilização de registros supostamente fraudulentos ou aproveitamento de plaquetas e documentação para emprego em outras aeronaves; e, falhas nos controles, colocando em risco a aviação civil.

 

 

Também ficou evidenciada a falsificação de documentos, a não-prestação ou prestação parcial ou dissimulada de informações aos órgãos de controle, com o objetivo de dificultar ou iludir a fiscalização, além de fraudes fiscais nos processos de importação de aeronaves.

 

 

Cerca de 50 policiais federais e 20 fiscais da ANAC, participam diretamente da operação, realizada simultaneamente nos estados de Santa Catarina, Paraná e São Paulo.

 

 

Foram cumpridos 10 mandados de busca e apreensão, sendo 3 em Joinville, 1 em Rio do Sul, 2 em Curitiba, 3 em Sorocaba e 1 em Birigüi, em oficinas, residências e empresas, incluindo 7 aeronaves sem condições de voo. Aeronaves possuem irregularidades documentais e estruturais que colocam em risco a aviação civil. Não houve prisões.

 

 

A operação foi nominada Dédalo que, na mitologia grega, ficou conhecido como um homem muito sábio e criativo, pai de Ícaro. Dédado fabricou asas de penas ligadas com cera para que ele e Ícaro pudessem voar e fugir do labirinto onde estavam presos. Mas na fuga, Ícaro se aproximou muito do sol, a cera derreteu e ele caiu no mar. Da mesma forma, o uso de peças não adequadas em aeronaves pode provocar acidentes aéreos.

 

 

Por tais condutas, os investigados responderão pelos crimes de perigo à aviação (art.261, Código Penal); falsificação de documentos (art.297, CP); falsidade ideológica (art.299, CP); e sonegação fiscal (art.1º, Lei 8.137/90), cujas penas isoladas variam de 1 a 6 anos de reclusão. Caso sejam combinadas, as penas aos responsáveis pelas irregularidades podem chegar a 21 anos de reclusão.

 

 

190410 - 11:04 horas

Perigo na aviação do Brasil: Polícia Federal apreende peças falsificadas

"Indícios de compra de aeronaves sinistradas (salvados), seu reparo além dos limites permitidos pelo fabricante, com utilização de registros supostamente fraudulentos ou com o aproveitamento de plaquetas e documentação para emprego em outras aeronaves, e falhas nos controles, colocando em risco a aviação civil". Crime de perigo à aviação.

São anúncios feitos (190410) pela Polícia Federal e Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), após realizarem ação de combate a crimes de perigo à aviação

Comunicado conjunto das instituições, diz que as investigações se iniciaram em 2016, em razão de denúncia de irregularidades na manutenção de aeronaves e reportagens veiculadas pela imprensa à época, vinculando essas irregularidades a quedas de helicópteros. Após a instauração do inquérito policial, a PF, em conjunto com a Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), procedeu à inspeção na empresa investigada, em que foram apreendidos documentos, peças e aeronaves.

Exames periciais e análise dos documentos, além de contatos com fabricantes e autoridades estrangeiras (EUA), comprovaram indícios de compra de aeronaves sinistradas (salvados), seu reparo além dos limites permitidos pelo fabricante, com utilização de registros supostamente fraudulentos ou com o aproveitamento de plaquetas e documentação para emprego em outras aeronaves, e falhas nos controles, colocando em risco a aviação civil.

Também ficou evidenciada a falsificação de documentos, a não-prestação ou prestação parcial ou dissimulada de informações aos órgãos de controle, com o objetivo de dificultar ou iludir a fiscalização do órgão, além de fraudes fiscais nos processos de importação de aeronaves.

Cerca de 50 Policiais Federais e 20 fiscais da ANAC participam diretamente da operação, realizada simultaneamente nos estados de Santa Catarina, Paraná e São Paulo.

Foram cumpridos 10 mandados de busca e apreensão

(3 em Joinville, 1 em Rio do Sul, 2 em Curitiba, 3 em

Sorocaba e 1 em Birigüi), em oficinas, residências e

empresas, incluindo 7 aeronaves sem condições de voo.

Tais aeronaves possuem irregularidades documentais e

estruturais que colocam em risco a aviação civil. Não houve prisões.

A operação foi nominada Dédalo que, na mitologia grega, ficou conhecido como um homem muito sábio e criativo, pai de Ícaro. Dédado fabricou asas de penas ligadas com cera para que ele e Ícaro pudessem voar e fugir do labirinto onde estavam presos. Mas na fuga, Ícaro se aproximou muito do sol, a cera derreteu e ele caiu no mar. Da mesma forma, o uso de peças não adequadas em aeronaves pode provocar acidentes aéreos.

Por tais condutas, os investigados responderão pelos crimes de perigo à aviação (art.261, Código Penal); falsificação de documentos (art.297, CP); falsidade ideológica (art.299, CP); e sonegação fiscal (art.1º, Lei 8.137/90), cujas penas isoladas variam de 1 a 6 anos de reclusão.

Fonte: Polícia Federal e ANAC

 

Seja o primeiro a comentar esta notícia.

Comente esta notícia 

 

O7IBz5