08/02/2019 (20:45)

Vítima do Holocausto pede empatia e compaixão

Há mais de 7 décadas em Auschwitz, o adolescente judeu Marian Turski sentia que “não tinha nome, não tinha nada, além de um número” tatuado no corpo. Na cerimônia anual do Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto, na sede da ONU, em Nova Iorque, Turski, de 92 anos, pediu que o mundo expresse “empatia e compaixão”.

 

Compartilhando sua história, ele disse que a pior parte de sobreviver aos campos de concentração nazistas não era a fome extrema, o frio ou as condições de vida em deterioração, mas “a humilhação, só porque você era judeu, você era tratado não como um ser humano, mas como um piolho, um percevejo, uma barata”, disse aos presentes na cerimônia.

Mencionando conflitos em andamento em Ucrânia, Sudão e Iêmen, Turski disse que, no que diz respeito a dar conselhos atualmente, “as palavras mais importantes são: empatia e compaixão”. Ele destacou a importância de “proteger nossas crianças” de todas as catástrofes.

Sua história seguiu os relatos de Inge Auerbacher, que foi libertada de outro campo de concentração, no mesmo dia que Turski. Ela descreveu como a vida nos campos era “especialmente difícil para crianças, para quem as palavras mais importantes no vocabulário eram ‘batatas, pão e sopa’”.

Inge Auerbacher nasceu na Alemanha e passou três anos, entre os 7 e 10 anos de idade, no campo de concentração de Theresienstadt, na Tchecoslováquia, onde somente cerca de 1% das 15 mil crianças sobreviveram.

Lamentando a atual onda crescente de antissemitismo, Auerbacher pediu para todos no mundo “fazerem boas escolhas”.

“Minha esperança, meu desejo e minha súplica é para que cada criança viva em paz sem fome e preconceito. O antídoto ao ódio é educação, sem mais genocídios, sem mais antissemitismo”.

Auerbacher também escreveu a letra da canção “Who am I”, que foi tocada durante cerimônia pelo Coral da escola elementar PS22, de Staten Island, Nova Iorque.

O papel da educação e da história foi enfatizado por Sara Bloomfield, diretora do Museu Memorial do Holocausto, em Washington, nos Estados Unidos, acrescentando que “após 2000 anos de várias formas de antissemitismo, isto não parece ser uma doença erradicável, assim como o ódio”.

Traçando paralelos entre o horror do Holocausto e o presente, Bloomfield acrescentou ser essencial “olhar para trás, para lembrar as vidas das vítimas e lembrar quando nós falhamos”. “Não podemos falhar novamente ao esquecer, ignorar o antissemitismo e não aprender com nossas falhas”, concluiu.

O Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto ocorre em 27 de janeiro, quando o campo de concentração de Auschwitz-Birkenau foi libertado por tropas aliadas, há 74 anos, nos meses finais da Segunda Guerra Mundial.

 

Comentário da jornalista Blima Lorber,

de Curitiba (sul do Brasil) a

respeito desta informação:

 

Histórias de vida que precisam ser conhecidas para saber o que o

preconceito e a intolerância podem causar. Vivemos momentos atuais

de muita intolerância. Recomendo a Coleção Vozes do Holocausto,

organizada pela Profa. Tucci Carneiro que documenta a vida de sobreviventes,

salvadores e resistentes que escolheram o Brasil como seu lar.

 

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Blima Lorber

30/01/2019 às 12:25

Histórias de vida que precisam ser conhecidas para saber o que o preconceito e a intolerância podem causar. Vivemos momentos atuais de muita intolerância. Recomendo a Coleção Vozes do Holocausto, organizada pela Profa.Tucci Carneiro que documenta a vida de sobreviventes, salvadores e resistentes que escolheram o Brasil como seu lar.

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