22/12/2018 (00:13)

SUS vai oferecer medicamentos para doenças raras em 6 meses

SUS (Sistema Único de Saúde) vai oferecer em 6 meses (181221), dois novos medicamentos para tratamento de doenças raras. São alfaelosulfase e galsulfase para pacientes com mucopolissacaridose tipos IV e VI, respectivamente. Portaria que incorpora os insumos na Relação Nacional de Medicamentos Essenciais (RENAME), foi publicada no Diário Oficial.

 

Ministério da Saúde explicou que a mucopolissacaridose consiste em um distúrbio

genético que afeta a produção de enzimas, substâncias fundamentais para

diversos processos químicos em nosso organismo. A doença não tem cura,

mas um tratamento adequado, segundo a pasta, é capaz de reduzir

complicações e sintomas, além de impedir o agravamento do quadro.

A expectativa do Governo é que o medicamento alfaelosulfase possa atender a 153 pacientes de todo o País, diagnosticados com o tipo IV de mucopolissacaridose. Já o galsulfase deve ser utilizado por 183 pacientes com o tipo VI da doença, que apresenta ainda outros quatro estágios. Em junho, o ministério incorporou os medicamentos laronidase e idursulfase alfa para o tratamento de mucopolissacaridose tipos I e II.

Doenças raras

Ministério disse que as doenças raras são caracterizadas por uma ampla diversidade de sinais e sintomas que variam não só de doença para doença, mas também de pessoa para pessoa. Manifestações relativamente frequentes podem simular doenças comuns, dificultando o diagnóstico, causando elevado sofrimento clínico e psicossocial aos afetados e suas famílias.

Considera-se doença rara aquela que afeta até 65 pessoas em cada 100 mil indivíduos, ou seja, 1,3 pessoa para cada 2 mil indivíduos. O número exato de doenças raras não é conhecido. Estima-se que existam entre 6 mil a 8 mil tipos de doenças raras em todo o mundo. 80% delas decorrem de fatores genéticos e as demais advêm de causas ambientais, infecciosas e imunológicas, entre outras.

“Muito embora sejam individualmente raras, como um grupo elas acometem um percentual significativo da população, o que resulta em um problema de saúde relevante”, destacou o ministério.

Fonte: Agência Brasil

 

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