15/12/2018 (21:17)

Medidas restritivas atrapalham o comércio no G20

Foram agravadas entre os meses de maio e outubro de 2018, as medidas restritivas do comércio internacional, conhecidas pelo volume de importação dos 20 países mais ricos do mundo (G20). Indicação foi encontrada pelos profissionais que desenvolveram o 20º relatório de monitoramento da Organização Mundial do Comércio (OMC)

 

A estimativa de US$ 481 bilhões em comércio cobertos pelas novas medidas impostas nas economias do G20 é a maior desde que foi calculada pela primeira vez, em 2012. Relatório também mostra que a cobertura comercial de novas medidas facilitadoras de importação (US$ 216 bilhões) cresceu significativamente durante este período, mas representa menos que a metade das medidas restritivas.

Brasileiro Roberto Azevêdo, diretor-geral da OMC, 

alertou que os resultados do relatório representam uma

fonte de séria preocupação, e pediu ação imediata.

Considera o diretor-geral que “este relatório fornece um primeiro ‘insight’ factual sobre as medidas comerciais restritivas que foram introduzidas durante os últimos meses, e que agora cobrem mais de US$ 480 bilhões em comércio. Os resultados do relatório devem ser fonte de séria preocupação para governos do G20 e para a toda a comunidade internacional”.

“Um agravamento permanece como uma ameaça real. Se continuarmos no caminho atual, os riscos econômicos irão aumentar, com possíveis efeitos para crescimento, empregos e preços ao consumidor no mundo. A OMC está fazendo tudo que pode para apoiar esforços para reduzir a intensidade da situação, mas encontrar soluções irá exigir vontade política e liderança do G20.”

No total, 40 novas medidas comerciais restritivas foram aplicadas por economias do G20 durante o período do relatório, incluindo aumentos tarifários, restrições sobre importações e tarifas de exportação. Isto representa uma média de oito medidas restritivas ao mês, um volume mais alto do que a média de seis medidas registrada durante o período do relatório anterior (meados de outubro de 2017 a meados de maio de 2018).

Economias do G20 também implementaram 33 novas medidas com objetivo

de facilitar comércio durante o período, incluindo eliminação ou redução de

tarifas de importação e tarifas de exportação. Perto de sete medidas comerciais

facilitadoras ao mês, isto está em linha com a tendência de 2012 a 2017. Além

disso, liberalização associada à expansão de 2015 do Acordo de Tecnologia da

Informação da OMC continuou sendo um colaborador importante para facilitação comercial.

Economias do G20 começaram mais investigações comerciais de reparação, maior do que o número de ações comerciais de reparação que encerraram. No entanto, a diferença entre o número de inícios e de encerramentos estreitou, em comparação aos anos anteriores.

Os principais setores afetados por pedidos de reparações comerciais durante o período do relatório, foram ferro e aço, e produtos de ferro e aço, seguidos por móveis, artigos de cama, colchões e equipamentos elétricos.

As economias do G20 são: África do Sul, Alemanha, Arábia Saudita, Argentina, Austrália, Brasil, Canadá, China, Coreia do Sul, Estados Unido, França, Índia, Indonésia, Itália, Japão, México, Reino Unido, Rússia e Turquia, assim como a União Europeia.

O relatório não faz juízo de valor sobre a legalidade das medidas registradas. Além disso, embora o relatório analise a cobertura de novas medidas comerciais, ele não analisa o quão restritivas são ou tenta avaliar seus possíveis impactos.

Clique aqui para acessar o relatório completo (em inglês).

 

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