28/03/2019 (18:14)

Corrupção desvia mais de US$ 1 trilhão da economia mundial

Propinas e desvios da corrupção se apoderam de mais de 5% da economia mundial todo ano. Isso significa US$ trilhões, conforme explica António Guterres, secretário-geral da Organização das Nações. A corrupção “rouba da sociedade escolas, hospitais e outros serviços vitais, afasta investimentos estrangeiros e retira seus recursos naturais”.

 

Um trilhão de dólares é pago em propinas

anualmente, enquanto outros US$ 2,6

trilhões são roubados; todos por conta de corrupção.

As Nações Unidas estão combatendo este crime global, que afeta tanto países ricos quanto pobres, por meio de campanha global realizada pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e pelo Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC).

A campanha reconhece a corrupção como um dos maiores impedimentos para alcançar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), estabelecidos por todos os países do mundo em 2015 para o avanço da humanidade.

Nesse cenário, pede para comunidades usarem a logo anticorrupção durante eventos relacionados, e destacarem ações comunitárias ligadas à data em redes sociais por meio da hashtag #UnitedAgainstCorruption, marcando @UNDP e @UNODC.

Autoridades governamentais, da sociedade

civil, do setor privado e defensores anticorrupção

podem aderir à campanha “Call to Action Matrix”, que

fornece recomendações para estratégias contra a corrupção.

Além disso, a Convenção das Nações Unidas contra a Corrupção, adotada em 2003, é o único instrumento universal e legalmente vinculante contra a corrupção.

Abordagem de longo alcance cobre todo o espectro da corrupção e a maioria dos Estados-membros (186) faz parte da Convenção.

Guterres destacou a Convenção como uma ferramenta essencial para avançar a luta contra esse crime, e destacou os resultados positivos de sua implementação.

“Por meio do mecanismo de revisão por pares da Convenção, podemos trabalhar juntos para construir uma base de confiança e responsabilização”, afirmou o chefe da ONU.

O diretor executivo do UNODC, Yury Fedotov, disse que “graças à Convenção, quase todos os países do mundo possuem leis em vigor que tornam a corrupção um crime”.

“A comunidade internacional possui o entendimento de que o combate à corrupção é

essencial para prevenir e combater causas profundas de conflito e de extremismo

violento, na busca da construção da paz e na proteção aos direitos humanos.” Também

observou que o combate à corrupção é fundamental contra o crime organizado,

incluindo o tráfico de pessoas e o contrabando de migrantes.

A Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável e seus 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) destaca a importância crucial do combate à corrupção para o desenvolvimento sustentável “sem não deixar ninguém para trás”.

“Por meio dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável todos os países se comprometeram a reduzir a corrupção e o suborno, a fortalecer a recuperação e o retorno de ativos e a desenvolver instituições eficazes, inclusivas e transparentes”, disse Fedotov.

Como guardião da Convenção das Nações Unidas contra a Corrupção, o UNODC trabalha com governos, setor privado, sociedade civil, organizações esportivas, educadores e cidadãos para rejeitar a corrupção, promover a integridade e alcançar os ODS.

“Unidos contra a corrupção podemos promover uma cultura de legalidade, ajudar a criar instituições responsáveis e transparentes e permitir que as pessoas em todos os lugares tenham acesso a oportunidades e tenham uma vida saudável e produtiva”, disse Fedotov.

 

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