01/12/2018 (22:56)

Mega reuniões da ONU pouco acrescentam no controle da poluição

Já se repetem por 24 vezes as reuniões da ONU, pomposamente chamadas de Conferência sobre Mudanças Climáticas. Em Curitiba, em Paris, Tokyo ou Katowice, toda a enorme verba empenhada agora poderia ser aplicada de maneira mais produtiva. Não haverá controle das emanações de gases do efeito estufa, se não0 quiserem governos e empresas.

 

Não há como prever sucesso para a COP24 que começa domingo (181202) e vai até 14 de dezembro. E lá vão à Polônia delegações dos Estados-membros das Nações Unidas, representantes da academia, sociedade civil e setor privado. A conferência é o encontro anual dos países signatários da Convenção Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC). 

Promete Patricia Espinosa, dirigente do organismo, que em Katowice se vai avançar nas discussões sobre como implementar o Acordo de Paris. “A COP21 viu o nascimento do Acordo. Na Polônia, como eu chamo de Paris 2.0, juntaremos as peças e faremos as orientações necessárias para construir um quadro que seja realmente operacional”.

O documento firmado em 2015 na capital francesa determina que países devem empreender esforços para limitar o aquecimento global a 2ºC até o final do século. O marco também traz uma meta mais ambiciosa — conter o aumento da temperatura a 1,5ºC. O acordo lança as bases para ações futuras de governos e empresas que queiram reduzir suas emissões de CO2 e outros gases causadores do efeito estufa.

Rede Brasil do Pacto Global — uma aliança do setor privado que promove padrões responsáveis de produção — desembarca na próxima segunda-feira (181203) em Katowice. Quer promover debates com o empresariado no chamado Espaço Brasil, criado pelo Ministério do Meio Ambiente e pelo Ministério das Relações Exteriores.

No dia 10, o Pacto Global recebe o enviado do secretário-geral da ONU para a Cooperação Sul-Sul, Jorge Chediek, para um diálogo sobre parcerias e o cumprimento do Acordo de Paris e dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).

A Rede Brasil também organiza outros dois debates, em 13 de dezembro, na função de secretaria executiva da Iniciativa Empresarial em Clima (IEC). Os encontros vão discutir movimentos voluntários para reduzir riscos climáticos e promover resiliência.

O Espaço Brasil foi concebido pelas duas pastas do governo federal por meio da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (APEX-Brasil).

O evento na Polônia também será uma oportunidade de consolidar e discutir as contribuições dos Diálogos de Talanoa, uma série de debates realizados em todo o mundo desde a última conferência da UNFCCC, em 2017, na Alemanha. Ao longo do ano, ativistas, cientistas, lideranças de governos e do mundo corporativo reuniram-se em diferentes países, incluindo no Brasil, para achar soluções capazes de conter a elevação da temperatura do planeta.

Aqui a programação da Rede

Brasil do Pacto Global na COP 24:

The Sustainable Development Goals (SDGs) in the Business Agenda – opportunities leveraged by the multi-stakeholder cooperation
10 de dezembro, das 17h às 18h10 (Horário de Katowice), no Espaço Brasil
Organização: Rede Brasil do Pacto Global

The private sector in the leadership of voluntary movements to reduce climate risks
13 de dezembro, das 11h30 às 12h40 (Horário de Katowice), no Espaço Brasil
Organização: Rede Brasil do Pacto Global, como secretariado da Iniciativa Empresarial em Clima (IEC)

Adaptation to Climate Change: actions to increase resilience in Brazil
13 de dezembro, das 13h às 13h50 (Horário de Katowice), no Espaço Brasil
Organização: Rede Brasil do Pacto Global, como secretariado da Iniciativa Empresarial em Clima (IEC)

 

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