07/11/2018 (21:29)

Educação, Brasil está recomeçando praticamente do nada

Educação é o maior desafio que vai enfrentar o governo de Jair Bolsonaro, a partir de 1º de janeiro de 2019. Em todos os níveis a escola deixou de ser qualificada e há muito está perdida num emaranhado de conceitos destrutivos. Basta observar que no último exame do ENEM, o título da redação referiu-se à linguagem de gays e lésbicas.

 

No Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (ENADE), de 2017, mostra o Ministério da Educação que dos 500 mil alunos avaliadosnem 6% conseguiram nota máxima em graduações universitárias. Exames abordaram egressos de mais de 10 mil cursos das ciências exatas, como Ciências da Computação, Engenharias e Sistema de Informação; além dos cursos de tecnologia.

 

E pior do que tudo, a "nota máxima" só chegava a 5 numa escala iniciada com 1.  Pesquisa revelou que outros 22% dos estudantes cionseguiram nota 4. Na avaliação dos responsáveis essas eram "nota boas". Com a média 3, ficaram 40% ; 28% não passaram de 2 e 5% somaram nota 1.

 

A avaliação dos cursos presenciais também mostra que os concluintes desta modalidade foram 6,1% a chegar no conceito MÁXIMO.


Entre os cursos à distância, apenas 2,4% chegaram nesse patamar. Para o ministro da educação, Rossieli Soares, o ensino à distância precisa ser acompanhado, na questão da qualidade, mas é importante para a inclusão social.


O bom desempenho foi observado, também, entre as universidades federais, as que mais tiveram cursos com a pontuação máxima, seguidas das estaduais. O ministro atribui o bom desempenho das públicas a mais de um fator.

 

Outro ponto importante avaliado foi o IDD, Indicador de Diferença entre os Desempenhos Esperado e Observado. O índice compara o desempenho dos concluintes no ensino superior com o desempenho deles no Enem, Exame Nacional do Ensino Médio. Assim, o MEC consegue ter uma noção do quanto o curso superior agregou conhecimento ao estudante.

 

Menos de cinco por cento dos cursos conseguiram agregar o máximo de conhecimento aos concluintes. Quase 60% agregaram valor satisfatório e menos de 4% agregaram valor muito baixo.


Em relação ao perfil dos concluintes avaliados em 2017, mais da metade era de pessoas brancas. As pretas não chegaram a dez por cento. Pardas correspondiam a 33 por cento do total de avaliados.


Entre os que não possuíam nenhuma renda para se manter no ensino superior, 22 por cento eram beneficiários do Fies, Financiamento Estudantil, ou do Prouni, o Programa Universidade Para Todos.

 

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