30/10/2018 (15:00)

Novo presidente do Brasil assume dia 1 de janeiro. Conheça o programa.

Jair Messias Bolsonaro, nascido na localidade de Glicério, São Paulo, 58 anos, militar da reserva no posto de Capitão, é o novo presidente do Brasil. Descendente de imigrantes italianos (Luca, Toscana) e alemães (Hamburgo, Alemanha), sobe ao poder contestando tudo, principalmente o estado de corrupção que precarisou o País nos últimos 15 anos.

 

O programa de governo que Bolsonaro registrou no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), encontra-se neste www.noticiario.com.br (menu ilustrado à direita). Consulte e discuta com amigos, participe da administração e corrija rumos, para ajudar ao País não cair novamente em erros como do passado recente.

 

A posse do novo dirigente brasileiro será dia 1º de janeiro de 2019.

Com o pequeno Partido Social Liberal (PSL), Bolsonaro conquistou

a presidência somando 57.796.072 milhões, 55,13% dos votos. Para realizar as reformas

necessárias que irão recolocar a economia em recuperação, terá a

terceira bancada parlamentar na Câmara Federal com 52 deputados.

Análise da campanha mostra que terá maioria para aprovar as

reformas que corrigem rumos da economia e da vida brasileira.

 

 Desde 1991 é deputado federal. Está no sétimo mandato. A família forma um clã de políticos. O irmão Renato Bolsonaro e os filhos Carlos Bolsonaro (vereador do Rio de Janeiro pelo PSC), Flávio Bolsonaro (deputado estadual do Rio de Janeiro pelo PSL e dirigente do Partido no Estado) e Eduardo Bolsonaro (deputado federal de São Paulo também pelo PSL).

Jair formou-se na Academia Militar das Agulhas Negras em 1977 e serviu nos grupos de artilharia de campanha e paraquedismo do Exército Brasileiro. Tornou-se conhecido do público em 1986, quando escreveu um artigo para a revista Veja criticando salários de oficiais militares, depois do qual foi preso por 15 dias apesar de receber cartas de apoio de colegas do Exército. Foi absolvido dois anos depois.

Bolsonaro ingressou na reserva em 1988, com o posto de capitão, para concorrer à Câmara Municipal do Rio de Janeiro. Foi eleito vereador pelo Partido Democrata Cristão, partido que hoje está extinto. Em 1990, candidatou-se a deputado federal pelo Estado do Rio de Janeiro e foi o candidato mais votado, com apoio de 6% do eleitorado fluminense (464 mil votos), sendo reeleito por 6 vezes.

Durante os 27 anos na Câmara dos Deputados, Bolsonaro ficou conhecido por ser uma personalidade controversa, por conta das visões políticas populistas e de extrema-direita, que incluem a simpatia pela ditadura militar no Brasil (1964–1985) e a defesa das práticas de tortura por aquele regime.

Bolsonaro anunciou a pré-candidatura à Presidência do Brasil em março de 2016 pelo Partido Social Cristão. Em janeiro de 2018, no entanto, anunciou filiação ao Partido Social Liberal (PSL), o nono partido político da carreira desde que foi eleito vereador em 1988. Em agosto de 2018, lançou a  campanha presidencial, com o general aposentado Hamilton Mourão como vice na chapa.

Apresentou-se como "defensor dos valores familiares". Em 7 de outubro, Bolsonaro ficou em primeiro lugar no primeiro turno das eleições presidenciais de 2018, com o candidato Fernando Haddad, do Partido dos Trabalhadores (PT), em segundo. E o resultado foi a vitória em 28 de outu8bro.

Casamentos e filhos

Foi casado com Rogéria Nantes Nunes Braga, a quem ajudou se eleger vereadora da capital fluminense em 1992 e 1996 e com que teve três filhos: Flávio (deputado estadual fluminense), Carlos (assim como o pai e mãe, vereador da cidade do Rio de Janeiro, o mais jovem do País) e Eduardo. Do segundo casamento, com Ana Cristina Valle, teve Renan.

Em 2007, conheceu a atual esposa, Michelle de Paula Firmo Reinaldo, quando secretária parlamentar na Câmara dos Deputados. Nove dias após ser contratada, os dois firmaram pacto antenupcial e, dois meses depois, casaram-se no papel. Em 2013, o casal fez uma cerimônia religiosa realizada pelo pastor Silas Malafaia. Com Michelle, o deputado teve a primeira filha, Laura.

 

Candidatura à presidência (2018)

 

Jair Bolsonaro candidatou-se à presidência da República Federativa do Brasil pelo Partido Social Liberal nas eleições presidenciais de 2018 com General Mourão (do PRTB) como vice, na coligação "Brasil acima de tudo, Deus acima de todos". Sua candidatura, que tinha duas contestações, foi deferida por unanimidade pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Jair Bolsonaro foi o primeiro candidato à presidência a alcançar o valor de um milhão de reais em doações para campanha eleitoral por meio do financiamento coletivo. O valor foi alcançado após 59 dias do início da campanha de arrecadação, em 5 de julho, arrecadando-se em média 17 mil reais por dia. Em 23 de agosto, iniciou sua campanha, gozando de forte proteção policial e usando colete à prova de balas. Gustavo Bebianno, então presidente do PSL, declarou à UOL que Jair Bolsonaro estava em nível máximo de risco.

Obteve 49 276 990 votos no primeiro turno da eleição, que ocorreu dia 7 de outubro, o que corresponde a 46,03% dos votos válidos, sendo o mais votado do turno. Como nenhum candidato atingiu 50% dos votos válidos, o Tribunal Superior Eleitoral convocou o segundo turno da eleição, disputado entre Jair Bolsonaro e Fernando Haddad do Partido dos Trabalhadores (PT). Jair Bolsonaro venceu em 16 estados e no Distrito Federal, ultrapassando 50% dos votos em 13 estados. Jair Bolsonaro foi o candidato mais votado no primeiro turno da eleição da história, superando o recorde anterior de Dilma Roussef em 2010, quando obteve cerca de 47 milhões de votos no primeiro turno.

Atentado durante campanha

Ver artigo principal: Atentado contra Jair Bolsonaro
 

No dia 6 de setembro de 2018, Bolsonaro foi vítima de um ataque a faca durante uma campanha em Juiz de Fora, Minas Gerais. Foi atingido no abdômen e necessitou passar por um procedimento de laparotomia exploratória na Santa Casa de Misericórdia de Juiz de Fora. Adélio Bispo de Oliveira, identificado como o autor do crime e posteriormente preso, declarou, no boletim de ocorrência, que fê-lo "a mando de Deus". Adélio foi filiado ao PSOL entre 2007 e 2014; o partido emitiu uma nota classificando o atentado como "um grave atentado à normalidade democrática e ao processo eleitoral". A arma do crime foi recuperada.

Os demais candidatos à presidência Álvaro Dias, Ciro Gomes, Geraldo Alckmin, Guilherme Boulos, Henrique Meirelles, João Amoêdo, Marina Silva, Cabo Daciolo, João Goulart Filho e Vera Lucia repudiaram o ataque através de redes sociais. O presidente da República, Michel Temer, classificou-o como "intolerável". A ex-presidente Dilma Rousseff referiu-se ao ataque como lamentável e relacionou a motivação do crime com opiniões defendidas pelo candidato.

Manifestações

Ver artigo principal: Protestos contra Jair Bolsonaro em 2018

Em 29 de setembro de 2018, usando a hashtag #EleNão, um movimento iniciado nas redes sociais por mulheres contrárias às propostas do candidato reuniu expressivas manifestações de rua durante a campanha presidencial de 2018. As manifestações contaram com cerca de 500 mil pessoas, segundo os organizadores do evento, e aconteceram em mais de 160 cidades de todos os estados do país e também em cidades como Nova Iorque, Barcelona, Berlim, Lisboa e Paris.

No dia 30 de setembro, foram organizados atos de apoio ao candidato. Em Brasília, a campanha organizou uma carreata que contou com 25 mil carros, de acordo com a Polícia Militar. Em São Paulo, um ato ocupou quatro quarteirões da avenida Paulista, não tendo sido divulgados os números oficiais de manifestantes. De acordo com os organizadores do evento, o número teria chegado a 1,8 milhão, estimativa esta considerada não realista, já que em uma manifestação anterior pelo impeachment de Dilma Rousseff, que ocupou toda a avenida, o instituto Datafolha estimou uma aglomeração de quinhentas mil pessoas.

 

 

1 comentário para a notícia

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Sergio

29/10/2018 às 11:10

Feliz em ter participado da maior campanha voluntária da história do Brasil! O Brasil precisava urgente dessa alternância de poder!

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