12/11/2018 (01:51)

Exercícios podem reduzir mortes por câncer de mama

Pesquisa publicada na revista Nature, com a colaboração do Ministério da Saúde revela que 1 em cada 10 mortes por câncer de mama no Brasil (cerca de 12%) poderiam ter sido evitadas com a prática de atividade física regular. Em 2015, poderiam ter sido evitadas 2.075 mortes se pacientes realizassem 30 minutos de caminhada ao dia, 5 vezes na semana.

 

Segundo o Ministério, um dos fatores que causam o câncer de

mama é o excesso de estrogênio no organismo, que pode levar

à formação de mutações e carcinogênese estimulando a produção

de radicais. A pasta destacou que a atividade física, por sua vez,

diminui o estradiol e aumenta a globulina de ligação a hormonas

sexuais, provocando uma redução de circulantes inflamatórios e

aumentando as substâncias anti-inflamatórias.

Falta de exercício

Números mostram que os estados brasileiros com melhores indicadores socioeconômicos apresentaram as maiores taxas de óbitos de câncer de mama atribuível à inatividade física. O Rio de Janeiro aparece em primeiro lugar, seguido pelo Rio Grande do Sul e por São Paulo. Apesar de não aparecerem no topo da lista, estados do Norte e Nordeste, segundo a pasta, passam por uma transição de mortalidade, aumentando o número de óbitos por doenças crônicas e diminuindo as resultantes de outros tipos.

Dados da última Pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel) 2017 apontam que 13,9% das mulheres das capitais brasileiras são sedentárias. O número é maior entre as que têm mais idade, mas também entre as jovens de 18 a 24 anos (21%).

O estudo mostra ainda que 51,3% delas praticam atividade física de forma insuficiente – não alcançam o equivalente a pelo menos 150 minutos semanais de atividades de intensidade moderada ou pelo menos 75 minutos semanais de atividades de intensidade vigorosa.

Uso de álcool agrava

De acordo com o Ministério, a pesquisa também chama atenção para o impacto de outros fatores de risco para o câncer de mama – 6,5% dos óbitos provocados pela doença são atribuídos ao uso de álcool, índice alto de massa corporal e dieta rica em açúcar. A pasta reforçou que a adoção de um estilo de vida saudável evitaria 39% das mortes por doenças crônicas, que respondem por 76% das causas de morte no Brasil.

“Se a saúde/doença da população brasileira continuar a tendência atual, com grande crescimento da doença crônica em adultos jovens, não haverá financiamento suficiente para o SUS, devido ao alto custo da doença crônica”, avaliou a diretora do departamento de Vigilância de Doenças e Agravos não Transmissíveis e Promoção da Saúde, Fatima Marinho.

 

 

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