01/10/2018 (23:35)

Crise global eleva 60% a dívida que já soma US$ 182 trilhões

Fortes mudanças nas taxas de câmbio, enfraquecimento maior dos fluxos de capital e necessárias correções nos rumos de mercados, são consequências do endividamento de governos e empresas pelo Mundo. Está somando agora US$ 182 trilhões. Cenário está desenhado pela diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde.

 

 

"A dívida global – tanto pública quanto privada – bateu

recorde histórico de US$ 182 trilhões, quase 60% acima

da registrada em 2007". Foi isso que falou a dirigente 

na sede do FMI, em Washington, EUA.

 

Até há pouco as economias do mundo estavam "relativamente fáceis", desfrutavam de certa saúde e progrediam. Mas dificuldades intercorrentes como disputas de mercados, conflitos, empobrecimento, fatores diversos afetaram o desenvolvimento. Governos e empresas ficaram "mais vulneráveis", conforme as palavras da própria Christine. E as condições financeiras ganharam desafios ainda não superados.

"As economias emergentes e em desenvolvimento já estão sentindo a pressão e se ajustam à normalização monetária no mundo avançado". É a visão dea dirigente do FMI.

Alertou que esse processo de ajuste "pode ser

ainda mais desafiador" se acelerado de maneira

inesperada, o que pode causar correções dos

mercados, fortes mudanças das taxas de câmbio

e um maior enfraquecimento dos fluxos de capital.

De acordo com as estimativas do FMI, as economias emergentes – excluindo a China – podem enfrentar potencialmente uma dívida de até US$ 100 bilhões.

A diretora do FMI ressaltou que a análise do órgão demonstra que os países com mais experiência na flexibilidade das taxas de câmbio apresentaram menos perdas de produtividade depois da crise financeira global.

 

Uma indiana é a nova

economista-chefe do FMI

 

Gita Gopinath, indiana, será a nova economista-chefe do Fundo Monetário Internacional (FMI) a partir de 2019. É o que informou Christine Lagarde, diretora-gerente da organização. "É uma das economistas de maior destaque do mundo, com credenciais acadêmicas impecáveis, um histórico comprovado de liderança intelectual e vasta experiência internacional".

Gita substituirá Maurice Obstfeld, que ocupava o cargo desde 2015, e será a primeira mulher a dirigir o Departamento de Pesquisa do Fundo. Com 46 anos e doutora em economia pela Universidade de Princeton, é atualmente professora de Estudos Internacionais e Economia da Universidade de Harvard.

O cargo é um dos mais importantes no organograma do FMI, já que tem a função de coordenar os relatórios de previsões globais publicados semestralmente, considerados referência para mercados e governos.

A próxima edição das Perspectivas Econômicas Globais será divulgada na assembleia anual do FMI, na Indonésia.

 

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