26/09/2018 (21:53)

Sistema de saúde das Américas tem falta de 800 mil profissionais

Além de dinheiro para montar e equipar hospitais, o sistema de saúde das Américas tem falta de 800 mil profissionais. Maior parte, estimativamente 500 mil, é a deficiência do Brasil. Referência é feita pela Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS). A diretora Carissa Etienne defendeu investimentos públicos e incentivos para as carreiras no setor.

 

“O plano aprovado (180925) oferece um mapa (não só) para combater a escassez de pessoal, mas também para alcançar a distribuição igualitária e melhorar a qualidade profissional”. Durante reunião do Conselho Diretivo da OPAS em Washinton (EUA), foi aprovado um plano de expansão com a participação de governos locais e expedido um documento com responsabilidades assumidas.

O documento oferece orientações para que países aprimorem as políticas de recursos

humanos à saúde. Uma das recomendações é fortalecer a governança e os

investimentos públicos, além de melhorar a oferta e as condições de trabalho,

sobretudo no primeiro nível de atenção em saúde, nas áreas rurais e sub-atendidas.

Outra medida sugerida é a implementação de incentivos e políticas de retenção,

para evitar a evasão de profissionais. O problema afeta especialmente os países do Caribe.

Ministérios são orientados a melhorar capacidades de prever demandas por profissionais em saúde. Objetivo é promover a formulação de estratégias a longo prazo. Com isso, a OPAS e as autoridades dos Estados-membros esperam alcançar a meta da ONU de saúde universal até 2030.

Ficou ressaltada importância da educação permanente dos médicos, clínicos, enfermeiros e outros trabalhadores. Segundo o documento, muitas vezes, as equipes não têm o perfil ou a formação adequada para atuar com uma perspectiva intercultural e de gênero, em consonância com as necessidades da população.

O plano propõe que sejam estabelecidas parcerias com o setor de educação, a fim de formar profissionais de acordo com as lacunas dos sistemas de saúde. A estratégia também pede o reconhecimento de qualificações sociais dos clínicos e não apenas das competências técnico-científicas. Países devem elaborar planos de capacitação para especialidades prioritárias, com vistas a aumentar a oferta de atendimento em saúde familiar e comunitária.

 

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