10/09/2018 (22:39)

Suicídio pode ser prevenido com educação e assistência à saúde

Você está pensando em se suicidar? Esta pergunta que muitos consideram cruel, deve ser feita à pessoa que demonstre sério interesse em por fim à vida. É uma estratégia de enfrentamento que os psiquiatras e psicólogos apoiam. Mas não é tão simples o desafio de impedir que alguém cometa contra a própria vida. Porque falham, 800 mil morrem assim.

 

Dialogar muito é o que se deve fazer para cuidar de um potencial suicida. Não se descuidar de acompanhamento, conversar e oferecer assistência especializada; oferta de múltiplas alternativas qualificadas para reverter pensamentos depressivos e negativos, nunca desistir da tarefa de viver e de modo feliz; são aspectos do trabalho difícil de atenção à pessoa que está pensando em se suicidar. Mas o sistema de saúde pública mundial é completamente falho nessa particularidade de assistência.

 

OMS considera a prática do suicídio um problema de saúde pública e recomenda

que países identifiquem os principais métodos que algumas pessoas usam para

pôr fim à própria vida. Com isso, é possível restringir o acesso a esses meios.

Outras medidas para prevenir esse tipo de morte é a implementação de políticas

para limitar o consumo abusivo de álcool e drogas.

A OMS defende ainda o fornecimento de serviços de saúde mental eficazes.

Governos também devem oferecer acompanhamento médico após tentativas de suicídio.

Na avaliação da agência das Nações Unidas, é necessária uma abordagem

integrada, que mobilize não apenas a saúde, mas também a educação,

os meios de comunicação, instituições trabalhistas e o setor agrícola.

 

Diz a Organização Mundial da Saúde (OMS) que 800 mil pessoas estão se suicidando todo ano. Número é ainda carente de pesquisa mais aprofundada e pode não ser a realidade. Mas verdade é que apenas 28 países, dos 195 filiados às Nações Unidas, demonstram possuir estratégias de prevenção. Apesar disso é a segunda maior causa de morte de pessoas com idade entre 15 e 29 anos. 

A cada 40 segundos, em países ricos ou pobres, são registrados casos de suicídio. Mas quase 80% desses óbitos são identificados em nações de renda baixa e média, segundo dados de 2016. A maioria das ocorrências acontece em zonas rurais e agrícolas.

O envenenamento por pesticida é o método usado em 20% de todas as mortes. Outros meios comuns são o enforcamento e o uso de arma de fogo.

A OMS lembra que, nos países de renda alta, já foi reconhecido

um vínculo entre suicídio e problemas de saúde mental, como

depressão e transtornos de uso de álcool. Mas muitos suicídios, aponta

a agência da ONU, são cometidos por impulso, em momentos de crise.

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Cada suicídio é uma tragédia que afeta famílias, comunidades e países inteiros, afirma a OMS. Em muitos países, o tema é um tabu — o que impede pessoas que tentaram se suicidar de procurar ajuda. Até hoje, apenas alguns países incluíram a prevenção do suicídio em suas prioridades de saúde e apenas 28 nações relataram ter uma estratégia nacional de prevenção.

 

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