29/08/2018 (19:39)

COB cria ouvidorias para denúncias contra assédio sexual a atletas

Abuso e assédio sexual no ambiente esportivo, já podem ser denunciados Comitê Olímpico do Brasil (COB), que criou ouvidorias e outros canais de denúncia. Medida é resultante de encontro no Rio de Janeiro com especialistas da OPNU& Mulheres para definir estratégias de prevenção e enfrentamento ao assédio e abuso sexual. Sistema logo será usado.

 

Política de Prevenção e Enfrentamento ao Assédio e Abuso Sexual,

que será implementada ainda em 2018 pelo comitê. As diretrizes

abrangerão todas as atividades desenvolvidas pelo COB, funcionários

e funcionárias, e valerão para eventos e missões organizadas pelo

Comitê. Entre esses estão os Jogos Escolares da Juventude, que recebem

anualmente quase 6 mil atletas de todo Brasil na etapa nacional.

 

Os quase 80 jovens que representarão o Brasil nos Jogos Olímpicos da Juventude, que acontecem de 6 a 18 de outubro, em Buenos Aires, já receberão orientações do COB sobre o assunto e terão um canal aberto para eventuais denúncias durante as competições.

O COB já possui uma ouvidoria, canal aberto para receber qualquer tipo de denúncia e, com a nova política, aprimorará todos os processos internos e externos relacionados a casos de abuso e assédio no ambiente esportivo.

Para a elaboração da nova política, um grupo de trabalho foi formado por profissionais das mais diferentes áreas de atuação dentro do COB. Representada pela gerente de projetos, Carolina Ferracini, e pela especialista no enfrentamento à violência contra as mulher, Aline Yamamoto, a ONU Mulheres se juntou ao grupo para prestar consultoria e orientar na elaboração do documento.

Tema delicado, opina o COB

“O COB está totalmente comprometido em elaborar uma política eficaz para tratar um tema tão delicado como o assédio e o abuso no esporte com a profundidade merecida. Estamos extremamente orgulhosos por contar com o apoio de uma entidade com tamanha credibilidade como a ONU Mulheres nesta causa”, disse o presidente do COB, Paulo Wanderley.

“Isso nos dá a certeza de que a iniciativa trará benefícios enormes para a comunidade esportiva brasileira. O COB está inteiramente imbuído em combater qualquer tipo de violência, seja moral ou sexual, contra uma pessoa envolvida no esporte. Muito em breve, teremos uma política robusta, que será uma referência para todas as entidades esportivas. A busca por um ambiente seguro, positivo e equilibrado no esporte é o que nos norteia, inspira e motiva”.

“Cumprimentamos a iniciativa do COB de instituir uma política de enfrentamento ao assédio e abuso sexual. Só a abertura da entidade para debater um assunto tão complexo já mostra o compromisso com o tema. Considero um grande avanço, que deixará um lastro positivo em toda comunidade esportiva brasileira”. Foi o que disse a representante da ONU Mulheres Brasil, Nadine Gasman.

“Nossa atuação é no sentido de orientar o COB a adotar as melhores práticas na resposta a um assunto tão sério como esse. A ONU Mulheres está orgulhosa de fazer parte deste momento”, afirmou Nadine , ressaltando a importância de criar um ambiente de acolhimento e escuta para possíveis vítimas.

ONU Mulheres

A ONU Mulheres atua como secretariado da Comissão da Organização das Nações Unidas sobre a Situação das Mulheres (CSW). No Brasil, implementa, desde 2016, o programa “Uma Vitória Leva à Outra” pelo empoderamento das meninas e jovens mulheres através do esporte, em parceria com as organizações Women Win e Empodera.

Parte do trabalho previsto para a segunda fase do programa (2018-2021) é a integração de uma perspectiva de gênero nas políticas nacionais do esporte, tema para o qual a ONU Mulheres vê o COB como a instituição naturalmente líder.

 

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