13/08/2018 (21:22)

L Oreal premia pesquisas de 7 mulheres brasileiras

Promover qualidade de vida a pacientes idosos em tratamento de câncer, usar pedra-sabão como solução para aperfeiçoar próteses ortopédicas e dentárias, buscar alimentação correta para evitar resistência das bactérias a antibióticos. Foram pesquisas de brasileiras vencedoras do concurso “Para Mulheres na Ciência”, da empresa francesa L Oreal.

 

Foram 7 as vencedoras da 13ª edição no Brasil, em parceria com a UNESCO e Academia Brasileira de Ciências (ABC). Premiação será a 4 de outubro na sede da empresa de cosméticos francesa, no Rio de Janeiro. Estas são as ganhadoras: Nathalia Bezerra, Sabrina Lisboa, Jaqueline Soares, Luna Lomonaco, Ethel Wilhelm, Angelica Vieira e Fernanda Cruz, conforme aparec em na foto executada pela L Oreal.

 

Ciências da Vida:
Ethel Antunes Wilhelm
Angelica Thomaz Vieira
Fernanda Ferreira Cruz
Sabrina Francesca de Souza Lisboa

Química:
Nathalia Bezerra de Lima

 

Matemática:
Luciana Luna Anna Lomonaco

 

Física:
Jaqueline dos Santos Soares

 

Objetivo do Prêmio L Oreal é estimular a igualdade de gênero no meio científico. Anualmente, os jurados escolhem pesquisas com potencial de encontrar soluções para problemas ambientais, econômicos e de saúde. A edição 2018 bateu recorde de participação: foram registradas 524 inscrições, 34% a mais que em 2017.

Fernanda Cruz, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), trabalha no desenvolvimento de terapias menos invasivas para doenças respiratórias crônicas. Sabrina Lisboa, da Universidade de São Paulo (USP), busca um tratamento para o transtorno do estresse pós-traumático, a partir do entendimento das alterações que acontecem no cérebro de quem desenvolve a doença.

É com a alimentação saudável que a pesquisadora Angélica Vieira, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), acredita ser capaz de resolver o problema global da resistência das bactérias aos antibióticos. Também em Minas Gerais, Jaqueline Soares faz nanotecnologia com uma matéria-prima abundante em Ouro Preto, a pedra-sabão. O objetivo é aperfeiçoar próteses ortopédicas e dentárias.

Ethel Wilhelm, da Federal de Pelotas (UFPEL), estuda os mecanismos por trás das dores nas extremidades do corpo, a fim de garantir qualidade de vida para os idosos, segmento da população que mais cresce no mundo.

Luciana Lomonaco, da USP, pesquisa um dos fractais mais famosos da Matemática, o Conjunto de Mandelbrot. “Por falta de referências femininas na ciência e, em especial, na Matemática, as jovens nem sabem que existe essa possibilidade quando chega a hora de escolher sua carreira. O prêmio vem para mostrar que é possível ser mulher e cientista”, diz a especialista.

Nathalia Bezerra, da Federal de Pernambuco (UFPE), também atua em uma área majoritariamente masculina. A cientista investiga como aumentar a durabilidade do cimento nas diversas condições climáticas do Brasil. “O prêmio vai ser fundamental para ganhar reconhecimento e será um divisor de águas na carreira”, avalia a pesquisadora.

Há 13 anos, o “Para Mulheres na Ciência” premia

cientistas com uma bolsa-auxílio de R$ 50 mil 

em 4 categorias: Ciências da Vida, Química,

Matemática e Física.

 

 

 

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