10/08/2018 (20:36)

Com entrada de 547 mil imigrantes, Equador pede emergência

Porque desde o início de 2018 já entraram no País 547 mil imigrantes da Venezuela, o Governo do Equador entrou em estado de emergência. Só nos primeiros 7 dias de agosto foram mais de 30 mil. Com a medida será possível alocar recursos mais rapidamente para dar proteção especialmente a grupo de risco tais com deficientes e menores de idade.

 

A Agência das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR) disse que até 20% dos

recém-chegados apresentam necessidades específicas de proteção e outras

vulnerabilidades. Há entre os chegados, pais solteiros e outros indivíduos

responsáveis por terceiros; mulheres e meninas que são 40% e enfrentam

sérios riscos de violência, especialmente sexual por sobrevivência e tráfico.

Reações xenofóbicas em relação ao deslocamento dessas pessoas foram

observadas em alguns locais.

 

A maioria dos venezuelanos que migra para o Equador continua em direção ao Peru e ao Chile. Cerca de 20%, no entanto, permanece no País. Desde 2016, as autoridades equatorianas receberam cerca de 7 mil solicitações de refúgio. O governo também tem oferecido outras formas de permanência legal para dezenas de milhares de venezuelanos.

Segundo o ACNUR, com declaração de emergência, o Equador conseguiu aumentar rapidamente a capacidade de gestão migratória. Com mais recursos, autoridades já conseguem registrar até 5.600 mil migrantes e refugiados por dia. Com isso, evitam que os deslocados durmam a céu aberto, enquanto aguardam o processamento de documentos.

ONU também está ampliando a resposta humanitária local. Sob a liderança do governo equatoriano e em conjunto com a Organização Internacional para as Migrações (OIM), a Agência reforçou presença nos principais pontos de fronteira ao norte. O ACNUR planeja fazer o mesmo no sul do País. A instituição também apoia organismos estatais na determinação do status de refúgio dos venezuelanos solicitantes, além de prover proteção, informação e encaminhamento para serviços de assistência.

 
Muitos venezuelanos se deslocam a pé, em jornadas com condições precárias que duram dias ou até semanas. Maioria fica sem recursos para continuar e, desamparada, forçada a viver em parques públicos e recorrer a mecanismos negativos para enfrentar necessidades diárias.
 
 

 

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