09/08/2018 (15:57)

Violência sexual tem repercussões graves sobre a mulher

Gravidez não planejada, Aborto inseguro, Disfunção sexual, Infecções sexualmente transmissíveis — incluindo HIV, Fístula traumática, Depressão, Transtorno por estresse pós-traumático, Ansiedade, Dificuldade para dormir, Sintomas somáticos, Comportamento suicida, Transtorno de pânico. São essas as consequências da agressão sexual à mulher.

 

 

 

Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS) 

está em campanha de conscientização sobre a violência sexual, uma das formas de

abuso e agressão contra a população do sexo feminino. Esclarece o que é esse tipo

de violação, as consequências e como combatê-la.

 

O que é violência sexual?

A violência sexual é definida pela OMS como “todo ato sexual, tentativa de consumar

um ato sexual ou insinuações sexuais indesejadas; ou ações para comercializar ou

usar de qualquer outro modo a sexualidade de uma pessoa por meio da coerção por

outra pessoa, independentemente da relação desta com a vítima, em qualquer

âmbito, incluindo o lar e o local de trabalho”.

 

Segundo o organismo das Nações Unidas, a coerção pode ocorrer de diversas formas e por meio de diferentes graus de força, intimidação psicológica, extorsão e ameaças. A violência sexual também pode acontecer se a pessoa não estiver em condições de dar seu consentimento, em caso de estar sob efeito do álcool e outras drogas, dormindo ou mentalmente incapacitada, entre outros casos.

A violência sexual abrange:

  • Estupro dentro de um relacionamento;
  • Estupro por pessoas desconhecidas ou até mesmo conhecidas;
  • Tentativas sexuais indesejadas ou assédio sexual, que podem acontecer na escola, no local de trabalho e em outros ambientes;
  • Violação sistemática e outras formas de violência, particularmente comuns em situações de conflito armado (como a fertilização forçada);
  • Abuso de pessoas com incapacidades físicas ou mentais;
  • Estupro e abuso sexual de crianças;
  • Formas “tradicionais” de violência sexual, como casamento ou coabitação forçada.

O quão comum é a violência sexual?

Os dados mais precisos sobre violência sexual vêm de pesquisas populacionais. Outras fontes de dados são relatórios policiais e estudos de contextos clínicos e organizações não governamentais. No entanto, como apenas uma pequena proporção de casos é relatada, a taxa de ocorrência é subestimada. Um estudo latino-americano, por exemplo, estimou que apenas cerca de 5% das vítimas adultas de violência sexual denunciaram o crime à polícia.

Há muitas razões pelas quais as mulheres não denunciam a violência sexual:

  • Falta de apoio;
  • Vergonha;
  • Medo de represálias;
  • Sentimento de culpa;
  • Receio de que não acreditem nela;
  • Temor de ser maltratada ou socialmente marginalizada.

Quais são as consequências da violência sexual para a saúde?

Dados indicam que sobreviventes de violência sexual podem sofrer

consequências comportamentais, sociais e de saúde mental. As meninas

e mulheres são as mais afetadas por lesões e doenças resultantes da

violência e coerção sexuais, não só porque constituem a maioria das

vítimas, mas também porque são vulneráveis aos desdobramentos

dessas agressões na saúde sexual e reprodutiva.

Entre os exemplos de consequências da violência sexual para a saúde das mulheres, a OMS destaca:

  • Gravidez não planejada;
  • Aborto inseguro;
  • Disfunção sexual;
  • Infecções sexualmente transmissíveis — incluindo HIV;
  • Fístula traumática;
  • Depressão;
  • Transtorno por estresse pós-traumático;
  • Ansiedade;
  • Dificuldade para dormir;
  • Sintomas somáticos;
  • Comportamento suicida;
  • Transtorno de pânico.

Muitas vezes, a violência sexual resulta em morte, cometida pelo agressor ou pelos problemas de saúde causados pela própria agressão, como suicídio e abortos inseguros.

Quais são os melhores métodos para combater a violência sexual?

Embora, no passado, as estratégias de combate à violência sexual tenham se concentrado no sistema de justiça criminal, existe atualmente um movimento geral rumo a uma abordagem de saúde pública que reconhece múltiplos fatores de risco. Esses agravantes interagem em níveis individual, relacional, comunitário e social.

Nessa perspectiva, enfrentar a violência sexual requer a cooperação de vários setores, como saúde, educação, assistência social e justiça criminal. A saúde pública busca ampliar a atenção e a segurança a toda a população e enfatiza a prevenção, garantindo que as vítimas de violência tenham acesso a serviços e apoio adequados.

 

A OMS apoia a campanha das Nações Unidas

Una-se Pelo Fim da Violência Contra as Mulheres.

 

Saiba mais clicando aqui.

 

Seja o primeiro a comentar esta notícia.

Comente esta notícia 

 

rLgkx4