07/08/2018 (19:41)

Governo libera R$ 296 milhões para pagar bolsas da CAPES

Ministério da Educação (MEC) liberou ontem (180806) R$ 296,61 milhões para o pagamento de bolsas da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES). Informa que a verba corresponde à segunda maior cota dos recursos financeiros cedidos pela Ministério. A soma totaliza R$ 1,7 bilhão, dos quais R$ 634,07 são a instituições federais

 

Do total destinado a IES (Institutições Federais de Ensino Superior) R$ 458,9 milhões foram para as universidades e R$ 175,58 milhões para os institutos federais. Ao todo o MEC anunciou a liberação de R$ 2,5 bilhões em recursos financeiros e orçamentários para diversos programas e ações da pasta, além do custeio e investimento das instituições federais de ensino.

Em São Paulo, o ministro da Educação, Rossieli Soares,

reafirmou que as bolsas de estudos de pós-graduação

da CAPES serão mantidas em 2019. 

Ao todo, somando-se financeiro e orçamento, as instituições

federais vinculadas ao MEC receberão R$ 1,4 bilhão.

 

Recursos em 2018

As operações totalizam um repasse financeiro de R$ 3,152 bilhões do MEC para as universidades em 2018, até o momento, e de R$ 1,240 bilhão para os institutos federais. Com essa verba, o MEC chega a 80% de liberação do total de R$ 7,513 bilhões de custeio e 55% do total de R$ 633,119 milhões de investimento previstos para o ano nessas instituições.

Ao longo de 2018, foram R$ 11,092 bilhões para pagamentos de programas, despesas e ações nas universidades, institutos, autarquias, fundações e secretarias da pasta, informou o MEC.

“Os repasses financeiros estão sendo efetuados de forma regular, sem atrasos, garantindo o andamento das políticas e ações estruturantes executadas pela pasta e instituições vinculadas”, diz uma nota divulgada pelo MEC.

Em 2016 e em 2017, o MEC liberou 100% do orçamento de custeio para todas as universidades e institutos federais. Em 2018, foram liberados, até o momento, R$ 4,20 bilhões em orçamento de custeio; R$ 208,09 milhões de investimento e R$ 388,6 milhões de receitas próprias para as universidades; R$ 1,77 bilhão de custeio, R$ 81,46 milhões de investimento e 28 milhões de receita própria para os institutos; e, por fim, R$ 46,92 milhões de custeio, R$ 127,69 milhões de investimento, além de R$ 70,1 milhões de receita própria para os hospitais universitários.

 

(informações da Agência Brasil  - EBC)

 

180803 - 20:35 horas

Falta de dinheiro ameaça qualificação de mestres e doutores no Brasil

Em 2015, verba de R$ 7 bilhões; R$ 4,6 bilhões em 2017 e R$ 3,9 bilhões em 2018. Esse é o quadro de investimento em formação de mestres e doutores pelo Brasil. Tema explosivo nos últimos 8 anos, recursos para qualificação de pesquisadores e professores vem sendo escassos. Há 4 anos, bolsistas passaram fome no exterior, porque o dinheiro não chegou.

Há no País, atualmente, 93 mil bolsistas de mestrado, doutorado e pós-doutorado e 105 mil professores do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência (PIBID), do Programa de Residência Pedagógica e do Programa Nacional de Formação de Professores da Educação Básica (PARFOR). Dados são da CAPES, Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior.

No tempo em que os ministérios do Planejamento e da Educação estão empenhados em definir recursos para manter o sistema, a entidade foi surpreendida com a inexistência de dinheiro. Enquanto espera "estudo" para superar o problema, o presidente da República, Michel Temer, correu para assegurar que não faltará verba para os bolsistas. É assunto que será solucionado na próxima semana, prazo em que a CAPES terá de definir orçamento para 2019. 

Mas o corte na verba, pode inviabilizar o Sistema Universidade Aberta do Brasil (UAB) e o Programa de Mestrado Profissional para Qualificação de Professores da Rede Pública de Educação Básica (ProEB), que atende 245 mil pessoas. Outras atividades serão interrompidas.

Essa antecipação do desafio orçamentário, coloca em discussão o vazio da Universidade brasileira, que sofreu todo tipo de destruição nos governos dos últimos 15 anos. Todos os bens foram vilipendiados e aqui refere-se ao principal que é a de ampliação de massa crítica. Enquanto as graduações tornaram-se extensões do ensino secundário, mestrados e doutorados, foram destruídos na essência da qualificação. Muitos profi9ssionais abandonaram a vida universitária, por aposentadoria e desistência, desencantados com a agressividade destruidora do sistema construído a duras penas durante um século.

 

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