01/08/2018 (20:22)

Aleitamento nos primeiros anos de vida, pode salvar 820 mil crianças

Leite materno é o melhor alimento para os recém-nascidos e crianças com até os 2 anos. No entanto, 5 em cada 20 bebês (52%) na América Latina e no Caribe, não são amamentados na primeira hora do nascimento, o que é uma medida essencial para salvar vidas. em 2017, 78 milhões de bebês esperaram mais de uma hora para amamentar no peito da materno.

 

“A América Latina e o Caribe estão entre as regiões com as médias globais de aleitamento materno mais altas, mas ainda falta muito a fazer para alcançarmos a meta de 50% de amamentação exclusiva nos 6 primeiros meses de vida até 2025”. Assim falou Rubén Grajeda, assessor regional em Nutrição da OPAS.

Atualmente, apenas 38% dos bebês são alimentados exclusivamente com leite materno até os 6 meses na região das Américas e só 32% continuam amamentando até os 24 meses. O aleitamento materno é vital para a saúde e desenvolvimentos das crianças ao longo de toda a vida e reduz os cursos para os sistemas de saúde, famílias e governos.

Quando iniciada na primeira hora de vida, a amamentação protege os recém-nascidos de infecções e pode salvar vidas. Os lactentes correm um risco maior de morrer devido a diarreia e outras infecções quando são amamentados apenas parcialmente ou não são amamentados em absoluto.

A amamentação também melhora o coeficiente intelectual e a preparação para a escola. Também é associada a maiores rendas na vida adulta e reduz o risco de câncer de mama nas mães.

 

 

A Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS)

recomenda iniciar a amamentação nos primeiros 60 minutos de vida, assim como

o aleitamento materno como forma exclusiva de alimentação até os 6 meses de

idade e, de maneira completar, até os 2 anos.

Números são colocados pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) e pela Organização

Mundial da Saúde (OMS). O documento “Capture the moment” analisa dados de 76 países.

 

Na Semana Mundial do Aleitamento Materno (de 30 de julho a 7 de agosto) a OPAS insta governos, doadores e outros responsáveis pela tomada de decisões, a adotar medidas firmes para proteger, promover e apoiar a amamentação. Pede para que reforcem as medidas regulatórias estabelecidas no Código Internacional de Comercialização de Substitutos do Leite Materno; criem mais “hospitais amigos das crianças”; apliquem uma política de direitos da maternidade alinhada à Convenção e recomendação da Organização Internacional do Trabalho (OIT); assim como ofereçam apoio e aconselhamento especializado às mães.

“Estas medidas não foram implementadas em escala nacional, nem de forma regular, e isso resulta em um incremento nulo ou muito pequeno nas taxas de aleitamento materno”, diz Grajeda, “É necessário fortalecê-las para a correta implementação e monitoramento do Código e assim garantir que os pais e cuidadores estejam protegidos das informações inapropriadas ou enganosas”.

Em 2018, o lema da semana impulsionado pela Aliança Mundial para a Ação de Aleitamento Materno (WABA, sigla em inglês) é: “aleitamento materno: pilar da vida”. Quer garantir que “em um mundo cheio de desigualdade, crises e pobreza, a amamentação seja a base de uma boa saúde para toda a vida de bebês e mães”.

Como apoiar o aleitamento

Em abril de 2018, a OMS e o UNICEF publicaram um guia

de dez passos para aumentar o apoio ao aleitamento materno

nos centros de saúde que prestam serviços de maternidade e

neonatologia. Amamentar todos os bebês durante os primeiros anos de

vida salvaria mais de 820 mil crianças com menos de 5 anos todos os anos.

 

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