17/07/2018 (19:13)

Cuidado com a MG, a superbactéria do sexo sem camisinha

Se você não teme e pratica sexo sem usar camisinha, tome cuidado, porque há uma superbactéria circulando. É o alerta da Associação Britânica de Saúde Sexual e HIV (BASHH, na sigla em inglês), que descobriu a MG, ou simplesmente "Mycoplasma genitalium". Pior ainda é que não se conhece remédio específico para tratar e nem testes de identificação.

 

Essa nova doença sexualmente tranbsmissível (DST), vem sendo analisada em todos

os centros médicos do mundo, na tentativa de se encontrar soluções de tratamento.

Diz uma pesquisa da Associação britânica que, se medidas urgentes não forem

tomadas, a MG pode se tornar uma “superbactéria” em 10 anos.

Atualmente, uma em cada 100 pessoas infectadas pode não responder ao tratamento.

Segundo a análise, os dados preocupam porque a não reação ao tratamento pode levar

até 3 mil mulheres por ano a terem doença inflamatória pélvica (DIP) causada por MG

e com risco de infertilidade.

 

Características

A “superbactéria” provoca sintomas semelhantes aos da clamídia, doença sexualmente transmissível também por bactéria. A MG rovoca dores, inflamação pélvica e corrimento, mas é mais resistente ao tratamento e, se não medicada, pode levar à infecção da órgãos reprodutivos e causar infertilidade.

Há, ainda, mais semelhanças entre a contaminação por "Mycoplasma genitalium" (MG) e outras doenças sexualmente transmissíveis. No caso do homem, provoca ardência ao urinar e secreção, além de inflamação dos órgãos internos.

Nas mulheres, a superbactéria provoca dor ao urinar, inflamação de órgãos internos, secreção e infertilidade, em situações mais graves.

De acordo com especialistas, homens e mulheres correm risco de serem contaminados pela MG quando fazem sexo desprotegido, no caso, sem o uso de preservativo. A contaminação pode ocorrer por via oral, vaginal e anal.

Prevenção e Tratamento

O estudo informa que 72% dos especialistas em saúde sexual disseram que é preciso mudar as práticas sexuais para se tornem mais seguras. No caso, recomendam um alerta das autoridades públicas sobre as ameaças do avanço da superbactéria.

O porta-voz da BASHH, Paddy Horner, afirmou que a MG é tratada com antibióticos, mas até recentemente não havia testes disponíveis para diagnosticar a doença. Segundo ele, houve situações de diagnóstico e tratamento equivocados.

Para elaboração do estudo, foram ouvidos 169 especialistas em saúde sexual que atuam no Reino Unido. Entre as recomendações apresentadas estão o melhor controle da resistência aos antibióticos, a busca pelo diagnóstico mais preciso, a redução de custos do tratamento e o acompanhamento.

 

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