23/07/2018 (17:28)

Vendas externas do Brasil aumentam 17,5% em 2017: números da CEPAL

Após um 2016 de queda nas exportações (-3,1%) do Brasil, as vendas de produtos do País para fora, recuperaram o fôlego em 2017, com uma alta de 17,5%. Os números são da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL), que aponta o superávit brasileiro como motor do crescimento do comércio exterior regional no ano passado.

 

Organismo também associa expansão à valorização dos metais e minerais no cenário internacional

em 2017, o volume das exportações brasileiras chegou a US$ 217,7 bilhões. Já as importações

alcançaram a marca de US$ 150,7 bilhões, valor que representou um crescimento de 9,6% na

comparação com 2016, quando a compra de mercadorias de outros países caiu 19,8%.

O superávit do Brasil de 2017 foi estimado em US$ 67 bilhões.

 

Na América Latina e Caribe, as exportações alcançaram um total de US$ 978,6 bilhões, quase 13% a mais do que em 2016. A alta ficou acima da média mundial para 2017 (10,1%). Os bens importados somaram 976,4 bilhões, com aumento de 8,7%.

O pequeno saldo positivo na balança comercial da região foi assegurado pelos desempenhos do Brasil e da Venezuela, que teve superávit de US$ 25,6 bilhões. Os dois países compensaram déficits no comércio de países como Argentina e México, com saldo negativo entre US$ 8 bilhões e US$ 10 bilhões, devido sobretudo ao aumento de importações de bens intermediários. Os superávits do Chile, Peru e Suriname também ajudaram a equilibrar as trocas comerciais na região.

Produtos brasileiros representaram 22% de todas as exportações da América Latina e Caribe em 2017 — o Brasil fica atrás apenas do México (42%), maior exportador e também importador da região. As importações do Brasil equivaleram a 15% das compras regionais. As do México, a 43%.

 

De acordo com a CEPAL, em 2017, os países latino-americanos e caribenhos se beneficiaram

de uma alta de mais de 25% nas cotações do alumínio, cobre, carvão, chumbo, mineral de

ferro e zinco. Também foram verificados preços mais altos para os produtores de petróleo,

com valorização de 17,9% no valor da commoditie. As exportações

de minérios e petróleo cresceram 29% no ano passado.

 

As flutuações dos produtos agrícolas foram variadas — os óleos e as sementes oleaginosas tiveram elevações abruptas de preço, ao passo que os grãos de cacau, café, açúcar, tabaco e trigo apresentaram queda.

A comissão econômica da ONU identificou ainda uma expansão de 10,4% no comércio entre nações latino-americanas e caribenhas. Mas as trocas intrarregionais representaram apenas 16% de todas as exportações, uma proporção menor do que a registrada para 2016 (16,4%).

Superávit com EUA, déficit com a China

A CEPAL ressalta que, ao longo de 2017, o superávit da América Latina e do Caribe em relação aos Estados Unidos aumentou e chegou a US$ 116 bilhões. Alcançando US$ 427 bilhões, as exportações da região para o país norte-americano cresceram 8,6%. Em 2016, o quadro foi de contração (-8,4%).

Com a Ásia, porém, o quadro se inverte. O déficit comercial aumentou para US$ 107 bilhões, mesmo com o aumento das exportações para países asiáticos. Em 2017, 20,1% das exportações latino-americanas e caribenhas tiveram o continente como destino. No ano 2016, o índice foi de 18,1%.

 

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