17/07/2018 (19:21)

Temendo sarampo e polio, Brasil vai promover vacinação em agosto

Entre os dias 6 e 31 de agosto, o Ministério da Saúde do Brasil, promove a Campanha Nacional de Seguimento contra o Sarampo e a Poliomielite. O foco da vacinação serão crianças com idade entre 1 e 5 anos incompletos. Mas quem tem dúvida e não se imunizou, apesar de adulto, a recomendação é para que retomem doses de vacina.

 

180710 - 20:07 horas

Doenças erradicadas retornam ao Brasil. Prevenção só com vacinas.

 

Urgência na prevenção de novos casos de sarampo pelo Brasil, é a estratégia recomendada com urgência pelas autoridades de saúde. Novos casos já foram encontrados até no Rio de Janeiro e Goiás, mas podem se espalhar por todas as localidades do norte e nordeste do País. Cuidado mais eficiente é a vacinação que deve ser feita mesmo na dúvida.

Há um grupo de doenças pode voltar a circular no Brasil caso a cobertura vacinal, sobretudo entre crianças, não aumente. O alerta é da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIM), que defende uma taxa de imunização de 95% do público-alvo. O próprio Ministério da Saúde, por meio de comunicado, destacou que as baixas coberturas vacinais identificadas em todo o País acendem o que chamou de "luz vermelha".

Primeiros sinais de queda nas coberturas vacinais começaram a aparecer ainda em 2016. De lá para cá, doenças já erradicadas voltaram a ser motivo de preocupação entre autoridades sanitárias e profissionais de saúde. Amazonas, Roraima, Rio Grande do Sul, Rondônia e Rio de Janeiro são alguns dos estados que já confirmaram casos de sarampo em 2018. Em 2016, o Brasil recebeu da Organização Pan-Americana de Saúde (Opas) o certificado de eliminação da circulação do vírus.

Dados do Ministério da Saúde mostram que a aplicação de todas as vacinas do calendário adulto está abaixo da meta no Brasil – incluindo a dose que protege contra o sarampo. Entre as crianças, a situação não é muito diferente – em 2017, apenas a BCG, que protege contra a tuberculose e é aplicada ainda na maternidade, atingia a meta de 90% de imunização. Em 312 municípios, menos de 50% das crianças foram vacinadas contra a poliomielite. Apesar de erradicada no País desde 1990, a doença ainda é endêmica em três países – Nigéria, Afeganistão e Paquistão.

Campanha Nacional de Vacinação contra a gripe, que será realizada entre os dias 23 de abril a 1º de junho em todo país, no Centro de Saúde Pinheiros, região oeste.
Sociedade Brasileira de Imunizações defende uma taxa de imunização de 95% do público-alvo (Arquivo/Agência Brasil)

Confira as principais doenças que ensaiam um retorno ao Brasil caso as taxas de vacinação não sejam ampliadas.

Sarampo

O sarampo é uma doença infecciosa aguda, de natureza viral, grave, transmissível e extremamente contagiosa. Complicações infecciosas contribuem para a gravidade do quadro, particularmente em crianças desnutridas e menores de um 1 ano de idade.

Os sintomas incluem febre alta acima de 38,5°C; erupções na pele; tosse; coriza; conjuntivite; e manchas brancas que aparecem na mucosa bucal, conhecidas como sinais de Koplik e que antecedem de um a dois dias antes do aparecimento da erupção cutânea.

A transmissão do sarampo acontece de quatro a seis dias antes e até quatro dias após o aparecimento do exantema (erupção cutânea). O período de maior transmissibilidade ocorre dois dias antes e dois dias após o início da erupção cutânea.

Poliomielite

Causada por um vírus que vive no intestino, o poliovírus, a poliomielite geralmente atinge crianças com menos de 4 anos de idade, mas também pode contaminar adultos.

A maior parte das infecções apresenta poucos sintomas e há semelhanças com as infecções respiratórias como febre e dor de garganta, além das gastrointestinais, náusea, vômito e prisão de ventre.

Cerca de 1% dos infectados pelo vírus pode desenvolver a forma paralítica da doença, que pode causar sequelas permanentes, insuficiência respiratória e, em alguns casos, levar à morte.

Rubéola

A rubéola é uma doença aguda, de alta contagiosidade, transmitida pelo vírus do gênero Rubivirus. A doença também é conhecida como sarampo alemão.

No campo das doenças infectocontagiosas, a importância epidemiológica da rubéola está associada à síndrome da rubéola congênita, que atinge o feto ou o recém-nascido cujas mães se infectaram durante a gestação. A infecção na gravidez acarreta inúmeras complicações para a mãe, como aborto e natimorto (feto expulso morto) e para os recém-nascidos, como surdez, malformações cardíacas e lesões oculares.

Os sintomas da rubéola incluem febre baixa e inchaço dos nódulos linfáticos, acompanhados de exantema. A transmissão acontece de pessoa para pessoa, por meio das secreções expelidas pelo doente ao tossir, respirar, falar ou respirar.

Difteria

Doença transmissível aguda causada por bacilo que frequentemente se aloja nas amígdalas, na faringe, na laringe, no nariz e, ocasionalmente, em outras mucosas e na pele. A presença de placas branco-acinzentadas, aderentes, que se instalam nas amígdalas e invadem estruturas vizinhas é a manifestação clínica típica da difteria.

A transmissão acontece ao falar, tossir, espirrar ou por lesões na pele. Portanto, pelo contato direto com a pessoa doente. O período de incubação da difteria é, em geral, de um a seis dias, podendo ser mais longo. Já o período de transmissibilidade dura, em média, até duas semanas após o início dos sintomas.

 

 

180710 - 07:40 horas

Sarampo já está em vários estados do Brasil, Vacinação é urgente.

Se você é um brasileiro ou estrangeiro, como no caso venezuelanos, que tem dúvidas se foi vacinado contra sarampo, coqueluche, poliomielite e outras doenças típicas do clima tropical, a mehor solução é se vacinar. Sarampo é uma doença muito grave que pode começar com febre e manifestações musculares, até aquelas erupções de pele, que marcam para o resto da vida. Porém a prevenção melhor e agora reciomendada pelos organismos de saúde, é vacinar.

 

180703 - 20:15 horas

Vacine, sarampo e poliomielite estão voltando ao Brasil

Mais de 500 casos de sarampo já foram registrados nos últimos dias em localidades de Roraima e Estado do Amazonas. Para piorar o quadro de doenças características da pobreza e subalimentação, também estão sendo tratados mais de 300 pacientes da poliomielite. Só a vacinação pode controlar essas e outras moléstias que ressurgem no cenário brasileiro.

Ministério da Saúde e autoridades sanitárias do Brasil e especialmente na região amazônica, estão em alerta e promovendo a vacinação preventiva. Segundo o Ministério da Saúde, foram encaminhadas aos dois estados mais de 700 mil doses da vacina tríplice viral, usada para sarampo, caxumba e rubéola. Deste total, 487 mil foram para o Amazonas e 224 mil para Roraima.

No Amazonas, a campanha de vacinação foi adiantada para o mês de abril. O foco foi estabelecido na região metropolitana de Manaus, nas cidades com mais de 75 mil habitantes e nas áreas de fronteira.

Em Roraima, a campanha de vacinação ocorreu em 15 municípios entre os meses de março e abril. Foram administradas 112 mil doses.

Controlando o surto

No total, já foram confirmados 263 casos de sarampo no Amazonas, além de 1.368 ainda em investigação pelos órgãos de vigilância e 125 já descartados. Do total, 82% das ocorrências foram registradas na capital, Manaus.

Em Roraima, os casos confirmados chegaram a 200, com 177 em investigação e 35 já descartados. Em duas situações, ocorreram mortes em decorrência da doença. No estado, a disseminação da doença é associada por autoridades à chegada de venezuelanos, vindos fugindo do país natal.

 

Poliomielite no Brasil

 

Há 312 municípios no País, especialmente na Bahia, com risco de surto de poliomielite,

alertou o Ministério da Saúde. Há 28 anos o Brasil não registra casos da doença.

No entanto, o risco de retornar é grande por causa da resistência de pais e

mães em vacinarem os filhos. A ameaça, segundo o ministério, existe

em todos os locais com coberturas abaixo de 95%, mas está

mais crítica nessas 312 localidades.

 

O Ministério da Saúde orienta os gestores locais a organizar as redes de prevenção, inclusive com a possibilidade de readequação de horários mais compatíveis com a rotina da população brasileira. A pasta também recomenda o reforço das parcerias com creches e escolas, ambientes que potencializam a mobilização sobre a vacina por envolverem as famílias.

Doença começa no intestino

Causada por um vírus que vive no intestino, o poliovírus, a poliomelite geralmente atinge crianças com menos de 4 anos, mas também pode contaminar adultos.

A maior parte das infecções apresenta poucos sintomas e há semelhanças com as infecções respiratórias com febre e dor de garganta, além das gastrointestinais, náusea, vômito e prisão de ventre.

Cerca de 1% dos infectados pelo vírus pode desenvolver a forma paralítica da doença, que pode causar sequelas permanentes, insuficiência respiratória e, em alguns casos, levar à morte.

Transmissão e Prevenção

A poliomielite não tem tratamento específico. A transmissão pode ocorrer de uma pessoa para outra por meio de saliva e fezes, assim como água e alimentos contaminados.

No entanto, a doença deve ser prevenida por meio da vacinação. A vacina é aplicada nos postos da rede pública de saúde. Há ainda as campanhas nacionais.

A vacina contra a poliomielite oral trivalente deve ser administrada aos 2, 4 e 6 meses de vida. O primeiro reforço é feito aos 15 meses e o outro entre 4 e 6 anos de idade. Também é necessário vacinar-se em todas as campanhas. A próxima Campanha Nacional de Vacinação contra a Poliomielite ocorrerá de 6 a 31 de agosto.

O Brasil está livre da poliomielite desde 1990. Em 1994, o país recebeu, da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), a certificação de área livre de circulação do poliovírus selvagem.

 

 

 

Seja o primeiro a comentar esta notícia.

Comente esta notícia 

 

4Ocjij