22/06/2018 (11:12)

Exames essenciais sugeridos aos governos pela saúde humana

Para vigiar a condição de saúde durante toda a vida, há uma série de exames considerados essenciais pela Organização Mundial da Saúde (OMS). São por exemplo testes de diagnóstico rápido de malária, os glicosímetros de verificação do diabetes, aqueles que detectam "infecções prioritárias" como HIV, hepatites B e C, tuberculose, HPV, sífilis.

 

No mundo, 46% dos adultos com diabetes tipo 2 ainda não tiveram o transtorno identificado. A estimativa é da OMS, que lançou  (180615) a primeira Lista de Diagnósticos Essenciais. Publicação recomenda ampliação do acesso a 113 testes que podem melhorar a qualidade de vida da população.

Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da Organização afirma que “ninguém deveria sofrer ou morrer por falta de serviços de diagnóstico ou porque os testes certos não estavam disponíveis”.

O diagnóstico tardio de problemas de saúde crônicos pode levar a

complicações mais graves e a um gasto maior com serviços. Já no

caso de patologias infecciosas, como a tuberculose e o HIV, foi verificado

um risco maior de transmissão, além de dificuldades no tratamento.

A lista aborda testes in vitro, isto é, exames de materiais humanos como sangue e urina. Do total de métodos diagnósticos, 58 são testes para a detecção de uma ampla gama de problemas comuns. Esse conjunto de exames é essencial para formar a base da identificação, acompanhamento e gestão de pacientes.

Alguns dos diagnósticos são particularmente adequados para instalações de atenção primária, onde os serviços de laboratório operam muitas vezes com poucos recursos ou são inexistentes. Incluem, por exemplo, os testes que diagnosticam rapidamente a malária em crianças e os glicosímetros para verificar diabetes. Tais métodos não exigem eletricidade nem profissionais treinados.

“Nosso objetivo é fornecer uma ferramenta que possa ser útil a todos os países, testar e tratar melhor, mas também usar os fundos de saúde de forma mais eficiente, concentrando-se nos testes verdadeiramente essenciais”. Explciação é da médica curitibana (sul do Brasil), Mariângela Simão, diretora-geral assistente para Acesso a Medicamentos, Vacinas e Produtos Farmacêuticos da OMS.

“Nossa outra meta é sinalizar para os países e desenvolvedores, que os

testes da lista devem ser de boa qualidade, seguros e acessíveis.”

De forma semelhante à da Lista de Medicamentos Essenciais da OMS,

que está em uso há 4 décadas, a publicação sobre diagnósticos deve servir como

referência para os países atualizarem ou desenvolverem o próprio marco.

Para realmente beneficiar os pacientes, os governos nacionais precisarão garantir suprimentos adequados e de qualidade, além de oferecer treinamento aos profissionais de saúde e promover o uso seguro dos materiais de testagem. A OMS dará apoio aos países conforme adaptam a lista ao contexto local.

A nova orientação da OMS foi elaborada após consulta dentro e fora da instituição. Prometeu atualizar o documento regularmente. Nos próximos meses, será aberta uma chamada de contribuições para adicionar novos diagnósticos à nova edição.

A expectativa é de que a lista se expandirá significativamente, pois deverá incorporar outras áreas importantes, incluindo resistência antimicrobiana, patógenos emergentes, doenças tropicais negligenciadas e doenças crônicas não transmissíveis.

 

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