16/06/2018 (18:14)

Um terço das terras do Planeta sofre desertificação

Um terço das terras do Planeta já está severamente degradado e em processo de desertificação. Esta revelação é da Secretaria da Convenção das Nações Unidas para o Combate à Desertificação (UNCDD). Primeira consequência antevista é que em menos de 12 anos, 135 milhões de pessoas tenham de migrar devido à deterioração dos solos.

 

Justo neste domingo (dia 17 de junho), dedicado à data mundial de combate à desertificação e à seca, Audrey Azoulay, diretora-geral da UNESCO veio somar advertências. Alertou que 120 quilômetros quadrados (km2) de terras, todo ano se tornam inférteis e ali avança o processo de desertificação.

 

Jeito de evitar esse "desastre contínuo e silencioso" é mudar a gestão dfos

solos e dos recursos naturais.

“O fenômeno da degradação da terra ocorre nas áreas secas, que cobrem 40%

da superfície do planeta e é onde habitam 2 bilhões de pessoas”. A iniciativa

Economia da Degradação da Terra estima que são perdidas por ano 75 bilhões

de toneladas de solo de terras aráveis. A preservação em nível global

poderia liberar ganhos econômicos anuais de 400 bilhões de dólares.

 

Diretora da UNESCO ressaltou que a desertificação tem consequências drásticas para a natureza e para as pessoas que dependem do uso do solo: a destruição de ecossistemas inteiros, a aceleração da mudança climática, barreiras ao desenvolvimento e o aumento da pobreza. Ao longo dos últimos 30 anos, dobrou o consumo das reservas e recursos naturais do mundo. Atualmente, mais de 1,3 bilhão de pessoas já vivem em comunidades agrícolas onde o solo está degradado.

“Por meio do Programa O Homem e a Biosfera, do Programa Internacional de Geociências e Geoparques e do Programa Hidrológico Internacional, a UNESCO está trabalhando para promover a agricultura e os sistemas alimentares integrados, assim como os padrões sustentáveis de uso da terra, em mais de 800 locais em todo o mundo”.

Também por ocasião do dia internacional, a secretária-executiva da UNCDD, Monique Barbut, pediu compromissos de cidadãos e empresas para proteger os solos e preservar o potencial produtivo. Segundo a especialista, o crescimento populacional e mudanças nos padrões de consumo têm aumentado a pressão do homem sobre os recursos “finitos” dos ecossistemas.

“Felizmente, com mudanças no comportamento

corporativo e do consumidor e com a adoção

de planejamento mais eficiente e práticas

sustentáveis, pode haver terra suficiente

para fornecer comida e água para todos”.

“Então, eu gostaria de pedir a vocês: quando escolherem o que comer,

o que vestir ou o que dirigir, pensem em como sua escolha

tem impacto sobre a terra, para melhor ou pior. Somos

todos tomadores de decisão. Nas nossas vidas diárias,

nossas escolhas têm consequências. E nossas pequenas

decisões podem transformar o mundo.”

De acordo com a iniciativa Economia da Degradação da Terra, a conservação dos solos também é um bom investimento. O combate à erosão que afeta 105 milhões de hectares poderia poupar US$ 62,4 bilhões em recursos líquidos ao longo dos próximos 15 anos. Outra medida é melhorar os estoques de carbono por meio de solos agrícolas, o que poderia gerar um valor potencial no mercado de carbono de 96 a 480 bilhões de dólares por ano.

Uma das metas do Objetivo de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas (ODS) nº 15, sobre a proteção da vida terrestre, é alcançar zero degradação dos solos até 2030.

 

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