27/04/2018 (21:05)

Leite materno estimula inteligência e evita doenças

Leite materno está associado a QI (quociente de inteligência) mais alto, taxas de desempenho e frequência escolar mais elevadas. A amamentação é capaz ainda de reduzir o risco de câncer de mama nas mães. São apelos da Organização Mundial da Saúde (OMS) para o aleitamento nas unidades de saúde. Prática deve salvar em 2018, mais de 820 mil crianças.

 

A Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) lançaram na quarta-feira (11) uma nova publicação sobre aleitamento materno em unidades de saúde. Material dá orientações a profissionais para que incentivem a amamentação e também traz recomendações para os pais de recém-nascidos. A alimentação dos bebês com leite materno pelos dois primeiros anos pode salvar a vida de mais de 820 mil crianças.

De acordo com as agências da ONU, o aleitamento materno na primeira

hora de nascimento protege os recém-nascidos de infecções. A amamentação

exclusiva por seis meses evita doenças gastrointestinais e a desnutrição, que são

observadas não apenas nos países em desenvolvimento, mas também nos desenvolvidos.

A prática também está associada a um QI mais alto, bem como a taxas de desempenho e frequência escolar mais elevadas. A amamentação é capaz ainda de reduzir o risco de câncer de mama nas mães.

O documento divulgado nesta semana reúne dez orientações para promover o aleitamento materno em centros de atendimento que prestam serviços de saúde materna e neonatal. A publicação também recomenda o uso limitado de substitutos do leite materno e traz orientações sobre alimentação, mamadeiras e chupetas.

A diretora-executiva do UNICEF, Henrietta Fore, ressaltou que “a amamentação requer apoio, encorajamento e orientação”. “Com estes passos básicos, implementados adequadamente, podemos melhorar significativamente as taxas de aleitamento materno em todo o mundo e dar às crianças o melhor começo de vida possível”, completou a dirigente.

O leite materno é uma importante fonte de nutrientes para crianças de 6 a 23

meses de idade. O alimento pode fornecer a metade ou mais das necessidades

calóricas de uma criança entre seis e 12 meses. Entre os meninos e meninas de

12 a 24 meses, um terço das calorias consumidas pode ser obtido pelo leite materno.

O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, alertou que “o fato de uma criança ser amamentada ou não pode fazer a diferença entre a vida e a morte e em seu desenvolvimento”.

“Os hospitais não existem apenas para curar os doentes. Eles estão lá para promover a vida e garantir que as pessoas possam prosperar e viver suas vidas em todo o seu potencial”, acrescentou o chefe da agência de saúde da ONU.

Acesse a publicação Ten Steps to Successful Breastfeeding (“Dez passos para uma amamentação de sucesso”, em português) clicando aqui. O documento faz parte da iniciativa Hospital Amigo da Criança, lançada em 1991 pela OMS e pelo UNICEF.

 

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