20/04/2018 (21:50)

América do Sul quer se ver livre da febre aftosa até 2020

Pesquisadores da Argentina, Brasil, Canadá, Reino Unido, EUA, Colômbia, Bolívia, Chile e Peru, estiveram reunidos com 240 técnicos e especialistas para discutir estratégias de erradicar a febre aftosa. Na Bolívia, vingou a ideia de fortalecer programas, começando por revisar, melhorar e fortalecer regiões livres da doença, sem uso de vacinas

 

Para os 240 especialistas de mais de 20 países; cientistas, gestores e produtores agrícolas, há condições de ver a doença erradicada na região até 2020. Para o êxito da proposta saíram do encontro dispostos a aplicar estratégias de saúde animal que levem à eliminação da febre aftosa na América do Sul O evento foi promovido pelo Centro Pan-Americano de Febre Aftosa (PANAFTOSA), instituição de pesquisa das Nações Unidas.

Realizado em Santa Cruz de la Sierra, o encontro debateu medidas de controle

que permitam tanto acabar com a enfermidade em locais onde a patologia já foi

identificada, quanto evitar que apareça ou ressurja em regiões onde animais não

foram vacinados. O Programa Hemisférico para a Erradicação da Febre Aftosa

(PHEFA) tem por meta eliminar a doença ao longo dos próximos três anos.

“É importante o intercâmbio sobre experiências positivas e os desafios entre os países interessados em erradicar a febre aftosa”, afirmou Ottorino Cosivi, diretor do centro da ONU, durante o seminário.

Para o chefe da autoridade veterinária boliviana, Javier Suárez, a conferência foi especialmente relevante para o setor da pecuária. O dirigente defendeu a importância de “revisar, melhorar e fortalecer nossos programas relacionados” à febre aftosa. Segundo o gestor, a Bolívia busca atualmente realizar a transição de país livre da doença com vacinação para o status de nação “livre sem vacinação” — quando a enfermidade não é encontrada nem mesmo em regiões nas quais os animais não foram imunizados.

 

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