30/03/2018 (20:58)

Protesto no Rio de Janeiro contra morte de 46 crianças

Em vez de banhistas, tinta vermelha nas areias de Copacabana; as roupas da menina Maria Eduarda num varal e 46 cartazes pela morte de crianças, resultantes de conflitos da criminalidade. Esse é o retrato do Rio de Janeiro, que vem sendo marcado por contínuos protestos durante todos os dias nas ruas, praças e diante de autoridades.

 

Ato público promovido pela organização não governamental Rio da Paz, numa sexta-feira que é o último dia da Quaresma no Brasil, foi para mostrar a alição dos cariocas vitimados pela violência. A menina Maria Eduarda Alves da Conceição, de 13 anos, morreu há 1 ano atingida por balaperdida, quando assistia aulas na Escola Municipal Daniel Piza, de Acari.

Como já é histórico no sistema judiciário do Brasil, os policiais Fábio de Barros Dias e David Gomes Centeno, acusados pelo homicídio, estão em liberdade e ainda não foram julgados pela 3ª Vara Criminal. Parentes pedem ao Estado, apoio psicológico e uma indenização.

 A Secretaria de Estado de Direitos Humanos e Políticas para Mulheres e Idosos (SEDHMI) ofereceu assistência jurídica à família da vítima, junto com a Defensoria Pública do Estado, mas, segundo o governo fluminense, os parentes optaram por utilizar os serviços de um advogado particular. “Na época, a pasta ainda ofereceu assistência jurídica e social aos parentes da vítima, entretanto, não manifestaram interesse. A SEDHMI reforça a disponibilidade em oferecer apoio psicológico, jurídico e social”.

Antônio Carlos Costa,  presidente da ONG Rio de Paz, falou que muitas dessas mortes ocorreram em confrontos envolvendo a polícia. "As autoridades públicas não podem deixar os criminosos agirem impunemente, mas o trabalho de segurança pública deveria ser feito com mais inteligência, de forma a não fazer vítimas inocentes. Ninguém quer bandido solto, aterrorizando, matando. Mas ninguém quer que uma criança pague com o seu sangue o preço de uma pacificação que nunca chega”.

Secretaria Estadual de Segurança informou que publicou, em agosto de 2017 no Diário Oficial do Estado, uma instrução que estabelece diretrizes para ações em localidades onde se presume que possa ocorrer elevado risco de confronto armado com criminosos. “As diretrizes foram elaboradas por um grupo de trabalho instituído em julho de 2017 e possui como primeiro princípio a preservação da vida dos moradores dessas áreas e dos policiais”.

 

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