27/03/2018 (11:14)

Brasil mostra a africanos como controla lagarta-do-cartucho

Brasil pretende ajudar 35 países africanos a lidar com uma praga que atinge diversos tipos de lavoura, em especial as de algodão, milho e soja. A lagarta-do-cartucho não representa mais ameaça à produção brasileira, graças às tecnologias desenvolvidas pelo País, já usadas no Togo, Mali, Benin, Chade, Burquina Faso, Malaui e Moçambique.

 

Para desenvolver na África o manejo integrado de pragas, delegados fazem visitas a unidades da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (EMBRAPA), universidades e institutos que desenvolveram técnicas de combate à lagarta-do-cartucho.

“Não temos medo da lagarta-do-cartucho no Brasil”. Foi o que disse

Antônio Álvaro Purcino, chefe da Embrapa Milho e Sorgo, um dos

locais a serem visitados, no interior de Minas Gerais. Durante anos essa

praga já foi responsável por danos às lavouras brasileiras. Causou prejuízos 

de até 50% das áreas atingidas. "Há mais de 40 anos estamos trabalhando

soluções para lidar com ela, principalmente após a expansão que tivemos na produção de milho”.

Diante desse cenário, o Brasil acabou desenvolvendo “um cardápio de soluções” que incluem técnicas e tecnologias que fazem uso de produtos transgênicos, inseticidas, inseticidas biológicos, inimigos naturais e manejos de cultura. “Desenvolvemos um arsenal de ferramentas que podem ser usadas para mitigar a baixo custo essa praga”, explicou Purcino.

A lagarta encontrou no Brasil um ambiente bastante adequado, principalmente devido à rotação que se faz em algumas áreas produtivas, onde se planta soja no verão e milho no inverno. “Isso favoreceu a chamada ponte-verde; o que sempre disponibilizou comida para essa praga nos campos brasileiros”.

De acordo com o diretor da ABC, embaixador João Almino, o desafio agora será o de “adaptar as técnicas brasileiras à situação local dos países africanos”. Para tanto, contará também com a ajuda da Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (Usaid).

Presente na abertura do seminário, no Itamaraty, o embaixador dos EUA no Brasil, Peter Michael McKinley, elogiou a iniciativa brasileira de compartilhar conhecimentos com os países africanos. “O compromisso de trabalharmos conjuntamente é essencial. Estamos aqui para discutir essa praga e a experiência brasileira para lidar com ela”, disse o embaixador.

O seminário Faw Study Tour vai até quinta-feira (180329), quando deverá ser apresentado um relatório sobre as visitas e o potencial que as técnicas apresentadas têm para serem aplicadas nos países africanos.

 

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