22/03/2018 (23:10)

Fenômenos climáticos dão prejuízo de US$ 320 bilhões

Cheias na Índia, furacões ao norte, seca na África, excesso de chuvas no sul; é a Terra em revolução, afetada pelo uso descontrolado dos recursos naturais. São fenômenos lembrados hoje, 23 de março, dedicado como Dia Mundial da Meteorologia. Relatório da Organização Mundial de Meteorologia (OMM) diz que prejuízos são da ordem de US$ 320 bilhões.

 

Documento da Organização Mundial de Meteorologia sublinha o impacto que

estes eventos tiveram no desenvolvimento econômico, segurança alimentar,

saúde e migração internacional. Petteri Taalas, secretário-geral da OMM, disse

que “2018 começou da mesma forma que 2017 terminou; com

um clima extremo a roubar vidas e destruir formas de subsistência”.

Por causa desses eventos climáticos estão deslocadas 23,5 milhões de pessoas. O risco de contrair doenças relacionadas com temperaturas altas aumentou de forma constante desde os anos 80. Hoje, 30% a população vive em locais com temperaturas potencialmente mortais durante, pelo menos, 20 dias do ano.

Indica o documento da OMM que impactos do clima afetam nações vulneráveis de modo mais forte. Os autores garantem, por exemplo, que “a época de furacões erradicou décadas de ganhos de desenvolvimento nas ilhas do Caribe. ”

Fenômenos serão agravados

Petteri citou o aumento dos níveis de dióxido de carbono na Terra e disse que “devem manter-se nas próximas gerações, condenando o nosso planeta a um futuro mais quente, com mais extremos meteorológicos, climáticos e de água. ”

O documento confirma que 2017 foi o terceiro ano mais quente desde que há registros. Foi o ano mais quente. Os 9 anos com calor mais intenso de que há registro aconteceram depois de 2005. Os 5 anos mais quentes aconteceram foram depois de 2010.

A temperatura dos oceanos baixou em relação aos 2 anos anteriores, mas 2017 ainda foi o terceiro ano mais quente que se tem notícia. O estudo diz que “a magnitude de todos os componentes que provocam aumento do nível dos mares cresceu nos últimos anos”. E a extensão do gelo, tanto no Ártico como na Antártida, foi a menor já medida.

Planejar é preciso

Este ano, a agência especializada da ONU sublinha a necessidade de fazer um planeamento informando previamente sobre acidentes, como cheias, assim como para a variação normal do clima e as mudanças de longo prazo. O secretário-geral da OMM disse que o assunto é importante porque “as mudanças climáticas de longo prazo estão a aumentar a intensidade e a frequência dos eventos climáticos extremos.”

 

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