21/03/2018 (22:52)

Pedida suspensão da venda de pintura para socorrer o MAM

Pedido de suspensão do processo de venda da obra do pintor norte americano Jackson Pollock já foi dirigido ao conselho diretor do Museu de Arte Moderna, do Rio de Janeiro. Autor da medida é o Instituto Brasileiro de Museus (IBRAM) que considera "preservação de acervos, objetivo primordial dos museus brasileiros e imperiosa obrigatoriedade".

 

Instituto connsiderou a venda surpreendente, embora saiba das "profundas dificuldades financeiras que se apresentam aos museus brasileiros no cenário atual. Não podemos deixar de reconhecer o esforço dos gestores dessas instituições em buscar alternativas para enfrentar este momento adverso. Gostaríamos, no entanto, de ponderar que a preservação de seus acervos é objetivo primordial dos museus brasileiros e imperiosa obrigatoriedade para suas atuações”.

Documento assinado pela diretoria do IBRAM diz que “os preceitos éticos que norteiam a gestão dos museus acolhem a possibilidade de venda de obras unicamente se a renda obtida for integralmente destinada à aquisição de outras obras, dentro de uma política de aprimoramento de acervos. No caso presente, a situação é ainda mais delicada, por tratar-se da única obra do artista no acervo do MAM Rio”.

Instituto faz apelo para que o processo seja interrompido. “Solicitamos assim, respeitosamente, a suspensão desta decisão, para que possamos pensar de forma conjunta, em diálogo com as demais instâncias governamentais e sociedade civil, outras soluções possíveis para os desafios atualmente enfrentados pelo MAM Rio”.

Processo de venda iniciado

Carlos Alberto Chateaubriand, presidente do MAM justificou a decisão para poder enfrentar os gastos com manutenção e funcionários. Museu gasta quase R$ 130 mil por mês só com energia. Em média as despesas variam entre R$ 520 mil a R$550 mil. Inexiste ajuda federal, estadual ou municipal. OPrefeitura do Rio de Janeiro nunca recebeu a contribuição da Lei nº 1961/93, conforme o dirigente.

Pedido de venda foi dirigido ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), que deve autorizar. Resta ainda a esperança de que outro museu brasileiro se disponha a adquirir, a despeito de um valor em moeda Real atingir em torno de R$ 82 milhões. passada esta fase a busca de interessados será em museus internacionais e casas de leilão famosas como a Sotheby’s e a Christie's.

 

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BaVhtu