28/04/2018 (21:06)

Internet segura, a luta do UNICEF e Facebook

Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) e o Facebook, em parceria com a empresa de comportamento Sherpas, lançaram nesta semana (19) uma experiência virtual que combina ficção e realidade para ajudar adolescentes a compreender os riscos do compartilhamento de imagens íntimas na internet. Mostram o que fazer diante dos desafios.

 

Por meio de uma plataforma de inteligência artificial, batizada de Caretas,

jovens a partir de 13 anos interagem no Messenger do Facebook com a

personagem fictícia Fabi, uma adolescente muito ativa nas redes sociais.

Está se recuperando do fim de um relacionamento quando

descobre que seu ex-namorado vazou um vídeo íntimo dos dois.

A narrativa é construída usando textos, fotos, vídeos e mensagens de áudio e, ao longo de pelo menos 48 horas, o adolescente passa a ser o melhor amigo de Fabi, trocando experiências, conselhos e aprendendo a lidar com situações de compartilhamento de imagens íntimas sem autorização. Além disso, são apresentadas aos participantes formas efetivas de buscar ajuda em situações de violência online, como o helpline da organização não governamental SaferNet Brasil (www.helpline.org.br).

“O Caretas é uma ferramenta digital que nos dá a oportunidade de conversar individualmente com cada adolescente, no ambiente em que ele está presente e na linguagem que ele costuma usar. Toda a vivência dele na ferramenta tem o objetivo de criar empatia com a nossa personagem e informá-lo sobre os riscos do ambiente online”, explica a representante do UNICEF no Brasil, Florence Bauer.

“Essa experiência também amplia as fronteiras do engajamento digital e nos dá novos caminhos para comunicar e mobilizar as pessoas para os temas relacionados aos direitos da criança e do adolescente”, acrescenta a dirigente.

Daniele Kleiner, gerente de Programas de Segurança do Facebook para América Latina,

destaca que a segurança das pessoas é a maior prioridade da plataforma e que a

empresa tem criado ferramentas para lidar com violações da privacidade dos usuários.

A rede social tem um mecanismo que impede que as pessoas façam o upload de uma imagem

íntima não consentida, além de uma ferramenta de reconhecimento facial,

que avisa o indivíduo quando alguém fizer o upload de uma foto que pode ser dele.

“As ações educativas são essenciais para que as pessoas entendam como podem ajudar a criar um ambiente online mais acolhedor para todos. Acreditamos que o Caretas é uma iniciativa incrível justamente por unir tecnologia a um componente educativo e interativo para falar com adolescentes sobre segurança online de uma forma que faz sentido para eles”, completa Daniele.

Os primeiros resultados do Caretas mostraram que essa forma de interagir com jovens é particularmente eficaz para chamar a atenção deles sobre os perigos da internet. Cerca de 7,4 mil adolescentes testaram a plataforma entre junho e novembro de 2017, com 1,6 milhão de mensagens trocadas entre eles e a Fabi. Pouco mais de 40% deles concluíram a experiência.

Dos adolescentes que chegaram até o fim da história, apenas 39,7% declararam que sabiam o que era sexting e como se proteger de violência online e cyberbullying antes do Caretas. Esse percentual cresceu para 90,5% depois da troca de mensagens com a Fabi.

“Nossa inspiração vem dessa conversa individual e personalizada da Fabi com os adolescentes. O objetivo do diálogo é informar os adolescentes e entender seus comportamentos, gerando empatia e lhes dando conhecimento para se proteger. Para nós, o Caretas é um exemplo de como podemos gerar impacto positivo em assuntos fundamentais relacionados à adolescência”, explica o cofundador da Sherpas, Gastón Gertner.

Para iniciar uma conversa com a Fabi, basta entrar em www.facebook.com/ProjetoCaretas/ e clicar em “Enviar Mensagem”.

Internet Segura

Segundo o relatório do UNICEF Situação Mundial da Infância 2017: Crianças e adolescentes em um mundo digital, mais de 175 mil crianças acessam o ambiente online pela primeira vez todos os dias – uma nova criança a cada meio segundo.

Um em cada três usuários da internet em todo o mundo tem menos de 18 anos e,

de acordo com o levantamento da agência da ONU, as crianças têm começado

a acessar a internet cada vez mais novas. Em alguns países, menores de 15

anos usam a internet tão frequentemente quanto um adulto com mais de 25 anos.

O acesso digital expõe essas crianças a um leque de benefícios e oportunidades, mas também é preciso trabalhar por meio da educação para que elas possam fazer um uso seguro da tecnologia.

 

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