07/03/2018 (21:25)

Bancos devolvem em 90 dias dinheiro de poupadores dos planos econômicos

Só a partir de 1º de junho de 2018 começa adesão dos poupadores de planos econômicos que lutaram na justiça há mais de 30 anos para receber as remunerações justas. No dia 1º de março de 2018, o Supremo Tribunal Federal (STF) homologou o "acordo coletivo" que coloca um ponto final em mais um item negro da morosidade do Judiciário.

 

São mais de 1 milhão de ações judiciais oriundas de todo o País. Pleitearam a atenção da justiça para uma situação de desmazelo e desrespeito com os que tinham dinheiro em cadernetas de poupança nos bancos brasileiros. Para desafogar o serviço judiciário nacional representa pouco, porque há quase 80 milhões de processos sem solução. Mas é pelo menos uma resposta tardia aos sofridos cidadãos que confiaram nas isntituições bancárias e no próprio Governo.

 

Contribuiram para esse fim, as entidades que formularam o "acordo" visando colocar um ponto final nas ações, porque não confiaram que a justiça teria condições de decidir. Participaram das negociações a Advocacia Geral da União (AGU), o Banco Central (BC), o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (IDEC), a Frente Brasileira Pelos Poupadores (FEBRAPO) e a Federação Brasileira de Bancos (FEBRABAN).

 

Junto com os bancos, as entidades começam desenvolver a forma de atender a

decisão homologada pelo STF. Em 1º de junho os bancos pretendem

iniciar o recebimento dos "pedidos de habilitação dos poupadores". Será

criada uma plataforma eletrônica para os interessados. Bancos manifestam

preferência para que os advogados das ações ou substitutos, participem do

procedimento. Essas adesões atenderão a várias fases, dando preferência aos mais idosos.

 

 

 

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