21/05/2018 (11:52)

Pobreza de 40% da população rural preocupa governos de 33 países

Pobreza e fome de 42 milhões de habitantes da América Latina e Caribe, segue preocupando especialistas e governos de 33 países. Na última reunião, concluiu-se que mais de 40% da população rural é pobre e mais de 20% não consegue sequer comprar uma cesta básica de alimentos. Ideia é reagir contra isso. A obesidade mata 300 mil pessoas ao ano.

 

Agora os técnicos da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) estão analisando os debates

e sugestões da 35ª conferência regional em Montego Bay, na Jamaica. Foram colocados temas

prioritários para a América Latina e o Caribe, como a erradicação da fome, o excesso

de peso e a obesidade, o combate à pobreza rural e o impulso à agricultura

sustentável resiliente às mudanças climáticas.

Foram colocadas informações sobre o Plano de Trabalho da FAO para o biênio 2018-2019 no âmbito regional e nacional. Participaram representantes dos governos das áreas de agricultura, desenvolvimento agrícola, saúde, desenvolvimento social, proteção social, educação, meio ambiente, planejamento, finanças; além de representantes de institutos de terra, setor privado, associações ou organizações da sociedade civil (movimentos sociais, cooperativas, organizações de produtores entre outros).

Obesidade

Um dos assuntos que gerou debates foi a obesidade, que se tornou uma epidemia na região. 

Estimativa de técnicos para América Latina e o Caribe, em 26

países, as doenças associadas à obesidade são responsáveis por 300 mil mortes por ano, em

comparação com as 166 mil pessoas mortas por assassinatos. No Brasil, em 2015, foram

registradas 116.976 mortes devido às doenças causadas pela obesidade.

 

A migração e as mudanças climáticas que ameaçam a agricultura e as populações rurais que vivem em extrema pobreza, são outros tópicos prioritários da agenda.

A região da América Latina e Caribe é o principal contribuinte de alimentos no mundo. Mas a expansão agrícola da região também tem gerado consequências socioambientais negativas, como poluição da água, degradação da terra, desmatamento, monoculturas e emissões de gases de efeito estufa.

De acordo com a FAO, a região deve expandir produção de alimentos por meio de práticas sustentáveis, adaptando sistemas de produção às novas condições climáticas.

 

Seja o primeiro a comentar esta notícia.

Comente esta notícia 

 

qQQhgC