27/01/2018 (14:14)

Como advertência, mundo lembra milhões de vítimas do holocausto

Milhões de vítimas do holocausto e das guerras são lembradas em 27 de janeiro em diferentes atos pelo mundo. A crueldade dos nazistas e aliados, ecoa alto aos ouvidos de bilhões habitantes da Terra, como uma advertência incessante. Mas os conflitos seguem fazendo mortos entre irmãos da Síria, Afeganistão, leste europeu, nos atentados terroristas.

 

Em pronunciamento para lembrar o Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto,

para lembrar o 27 de janeiro, o alto-comissário da ONU para os Direitos Humanos,

Zeid Ra’ad Al Hussein, defendeu que a lembrança dos horrores passados deve reforçar

a luta no presente contra “as atuais negações monstruosas” de direitos. Para dirigente,

mundo vê nova movimentação de líderes nacionalistas que fomentam discriminação e ódio.

A data celebra o aniversário da libertação em 1945 do campo de concentração de Auschwitz-Birkenau, o maio centro de extermínio nazista.

“Todos os anos, honramos as vítimas da Shoah — milhões de judeus, ciganos, homossexuais e opositores políticos que foram brutalmente assassinados e outros que sobreviveram. Todos os anos, menos deles permanecem entre nós, como memórias-vivas daquele tempo, e temos de redobrar nossos esforços para lembar o horror que eles viveram e a sabedoria que eles adquiriram”, afirmou Zeid.

O alto-comissário lembrou o depoimento de uma das sobreviventes que passou pelo local, a francesa Simone Veil, falecida no último verão. Simone disse, uma vez, que “a Shoah foi única na história da humanidade, mas o veneno do racismo, do antissemitismo, a rejeição do ‘Outro’ e o ódio não estão limitados a uma era, cultura ou povo”. “Em diferentes graus e formas, eles sempre foram ameaças diárias em todos os lugares”, acrescentava a sobrevivente.

Declaração Universal dos Direitos Humanos, que completa 70 anos em 2018,

foi concebida após duas Guerras Mundiais e depois do Holocausto. O marco foi

impulsionado pela “necessidade urgente de prevenir para todo o sempre tamanho

horror e destruição”. Ao ser adotada, líderes mundiais reconheceram

que apenas a justiça, o respeito pela dignidade humana, igualdade e

direitos poderiam assegurar uma paz duradoura.

“Mesmo hoje — talvez especialmente hoje — essas mensagens precisam ser absorvidas por um número crescente de líderes mundiais que veem os direitos humanos como restrições enfadonhas. Nacionalistas estão novamente fomentando discriminação, ódio e violência contra bodes expiatórios vulneráveis, buscando tirar vantagem de mensagens sobre supremacia étnica ou religiosa”, alertou Zeid.

“Por todo o mundo, muitas pessoas estão sofrendo atrocidades e (são vítimas de) campanhas em massa de assassinatos. O direito internacional de direitos humanos está sendo violado e fragilizado.”

O alto-comissário enfatizou que todos os indivíduos são merecedores de direitos. “E a promessa solene de respeitar os direitos das minorias e defender as liberdades fundamentais, feita por todos os Estados na assinatura da Declaração Universal, é o único caminho possível para o desenvolvimento sustentável e a paz”, acrescentou.

Na avaliação de Zeid, a Declaração “não é uma ideal filosófico passivo, mas um plano de ação prático que se torna cada vez mais urgente, se a humanidade quiser sobreviver e prosperar”.

Enfatizando a necessidade de “aprendermos com as lições do século XX”, o alto-comissário pediu aos cidadãos de todos os países onde ainda seja possível se expressar que defendam e apoiem os valores da Declaração.

Antissemitismo e outras formas de ódio persistem

 

 

Hoje (27 de janeiro), nós lembramos os 6 milhões de homens,

mulheres e crianças judeus que morreram no Holocausto.

Outras inúmeras pessoas também perderam a vida

quando a crueldade convulsionou o mundo.

 

Décadas após a Segunda Guerra Mundial, nós vemos que o antissemitismo persiste, e existe um aumento de outras formas de preconceito.

Grupos de supremacistas brancos e os neonazistas estão entre os principais promotores do ódio extremo.

E muito frequentemente, essas visões vis deslocam-se das margens para o meio da sociedade e da política.

Precisamos estar unidos contra a normalização do ódio.

Quando os valores da humanidade são abandonados, onde quer que sejam, todos nós ficamos sob risco.

Todos nós temos a responsabilidade de resistir ao racismo e à violência de formas clara e decisiva.

Através da educação e do entendimento, nós podemos construir um futuro de dignidade, de direitos humanos e uma coexistência pacífica para todos.”

Acompanhe o tema clicando aqui.

ONU inaugura exposição em memória às vítimas do Holocausto

O Centro de Informação das Nações Unidas no Brasil (UNIC Rio) inaugura no dia 29 de janeiro no Palácio Itamaraty, no Rio de Janeiro, uma exposição com pôsteres em memória das vítimas do Holocausto, fruto de um concurso internacional vencido pela designer brasileira Júlia Cristofi.

O evento marca o Dia Internacional em

Memória das Vítimas do Holocausto. A

mostra fica em cartaz até 28 de fevereiro

e tem entrada franca. Saiba todos os detalhes clicando aqui.

 

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