15/12/2017 (21:12)

Incêndios aumentam 44% nas florestas do Brasil

Para o INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), 2017 já é número recordista na história dos incêndios florestais em todo o Brasil. Só no mês de setembro foram 110.988 e com esses, totalizaram 270.479 durante o ano. Isso significa que houve crescimento de 44% sobre os registros de 2016, causados por falta de fiscalização e estiagem.

 

Pesquisador Alberto Setzer, atual coordenador do monitoramento de queimadas, explica que mais de 99% dos incêndios florestais em território nacional são iniciados por ação humana. “Alguns são propositais, outros, por descuido, mas sempre com ação humana”, afirma. As causas naturais, a maior no Brasil, são os raios, responsáveis por menos de 1%.

A curto e longo prazos, os danos causados pelos incêndios são enormes. Segundo o chefe do Centro Nacional de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais (Prevfogo), Gabriel Zacarias, a gama de prejuízos é tão grande que qualquer estimativa acaba subestimada. 

Uma das consequências diretas geradas pelas queimadas é a morte da vegetação, que implica falta de alimento para animais e, consequentemente, a sua morte. “Então, ocorre uma degradação ambiental significativa”, ressalta Zacarias.

Além disso, a exposição do solo ao fogo faz com que ele aqueça, perca sua microfauna, que não está habituada à exposição a altas temperaturas. Em contrapartida, com as chuvas, a incidência da água no solo acelera os processos de erosão com transporte de matéria orgânica, que vai para os rios e, assim, estes são assoreados. Há também perda de produtividade do solo e de matéria orgânica.

O efeito estufa, além de ser um problema por si só, acarreta a diminuição de chuvas, que implica mais seca, mais propensão a incêndios e perda de produtividade nas áreas agrícolas.

Outra consequência dos incêndios é a liberação de fumaça, que causa problemas respiratórios na população, além de aumentar o número de internações e gerar mais gastos com a saúde pública.

Para mudar esse cenário, o Ministério do Meio Ambiente, por meio do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), realiza fiscalização das queimadas criminosas e orienta os produtores rurais nas melhores práticas de preparo da terra.

 

 

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