26/12/2017 (00:02)

CEPAL pede mudanças no modelo socioeconômico da América Latina

Países da América Latina e do Caribe devem mudar o estilo de desenvolvimento em vigor para um desenvolvimento sustentável tendo como foco a igualdade. É a recomendação deixada pela secretária-executiva da CEPAL (Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe), Alícia Bárcena. Falou nas reuniões do Médico e de Buenos Aires.

 

“Temos que mudar profundamente o estilo de desenvolvimento, o capitalismo não funciona, precisamos rumar para um futuro que efetivamente reconheça o mercado, mas um mercado que esteja a serviço da sociedade e não uma sociedade a serviço do mercado”, disse a secretária-executiva da CEPAL.

A alta funcionária das Nações Unidas pediu “uma reflexão sobre a profunda mudança de época que estamos vivendo”. Ela lembrou que o multilateralismo e a integração regional são o caminho adequado para derrubar muros e enterrar desigualdades e para potencializar a implementação da Agenda 2030 e seus 17 Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS).

“Não podemos nos permitir esquecer que a Agenda 2030 é universal não apenas no sentido de que busca incluir todos os países e de que seu cumprimento só faz sentido se for pensado em escala planetária. É universal também porque os esforços nacionais podem ser potencializados ou severamente comprometidos se não houver cooperação global e regional”, declarou Bárcena.

Ela lembrou que a Agenda 2030 propõe expandir o comércio e corrigir seus desequilíbrios evitando o ajuste recessivo nas economias deficitárias; pede uma melhor governança das finanças internacionais, evitando crises como a de 2008, assim como bolhas especulativas nos mercados de moedas, imobiliário e de commodities; convida a expandir as políticas sociais e avançar para um Estado de bem-estar sem erosão das bases tributárias, da competitividade e do investimento nos países que adotam padrões mais elevados de proteção ao mundo do trabalho e combate à desigualdade; e demanda controlar e penalizar as externalidades ambientais e o uso predatório dos recursos naturais.

“Dar conta das profundas transformações que nos permitem alcançar a meta que o mundo fixou para os próximos 13 anos, em nossa região, significa abraçar uma mudança estrutural progressiva”, concluiu a secretária-executiva da CEPAL.

 

Seja o primeiro a comentar esta notícia.

Comente esta notícia 

 

Jzp2yV