16/01/2018 (11:51)

Erros no consumo de remédios preocupam Organização Mundial

Danos graves, deficiência e até mesmo morte. São consequências mais comuns dos erros na prescrição, dispensa, preparo, administração e uso de remédios. São atitudes causadoras de um óbito a cada dia. Há uma referência de que nos EUA, 1,3 milhão de pessoas são vítimas desses equívocos, todos os anos. A Organização Mundial da Saúde está atenta.

 

A Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS) apresentou (171117) um panorama do 3º Desafio Global para Segurança do Paciente. Objetivo é reduzir pela metade os erros, até 2022. Assunto foi discutido no I Congresso Pan-Americano e VI Congresso Brasileiro sobre o Uso Racional de Medicamentos, em Foz do Iguaçu (Paraná).

Felipe Carvalho, consultor de desenvolvimento e inovação tecnológica em saúde da representação da OPAS/OMS no Brasil, afirma que os erros de medicação, além de causarem danos ao paciente, prejudicam os orçamentos de saúde. Custos já representam US$ 42 bilhões de  [cerca de 136 bilhões de reais] por ano. Claro, aqui não estão incluídas ocorrências não notificadas às autoridades.

A maior parte dos danos advêm de falhas na maneira como o cuidado é organizado e coordenado, especialmente quando vários provedores de saúde estão envolvidos no cuidado de paciente. Uma cultura organizacional que implemente rotineiramente melhores práticas é o melhor ambiente para cuidados seguros, de acordo com a agência da ONU.

Segurança do paciente, um desafio

O Desafio Global para Segurança do Paciente, lançado em março deste ano pela OMS,

convoca os países a tomarem medidas prioritárias para abordar os seguintes fatores-chave:

medicamentos com alto risco de dano se usados indevidamente;

pacientes que tomam múltiplos medicamentos para diferentes doenças e condições;

e pacientes que passam por transições de cuidados, a fim de reduzir os erros de medicação e danos.

Esse é o terceiro desafio global da OMS para a segurança dos pacientes. O primeiro foi sobre higienização adequada das mãos (“Clean Care is Safe Care”), em 2005, e o segundo tratava de procedimentos necessários para cirurgias seguras (“Safe Surgery Saves Lives”), em 2008.

 

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