21/11/2017 (19:58)

Déficit fiscal é ameaça à economia na América do Sul e Caribe

Banco Mundial anunciou um estudo, segundo o qual, dos 32 países da América Latina e do Caribe terão déficit fiscal em 2017. Isso culmina um período de 6 anos de desaceleração da economia. Média do déficit nos países será da ordem de 3,1% do Produto Interno Bruto (PIB), dos quais 6% são da América do Sul e 1,5% do México, Caribe e América Central.

 

Durante o período 2011-2017, o aumento no déficit fiscal mediano foi de 5,1 pontos percentuais

na América do Sul, comparado a um aumento de praticamente zero para México, América

Central e Caribe, segundo o Banco Mundial. lienta que “a frágil situação fiscal” resultou em

um nível de dívida pública médio para a região de 58,7% do PIB, com seis países

superando 80% do PIB — Dominica, Venezuela, Antígua e Barbuda, Belize, Barbados e Jamaica.

 

“Isso poderia afetar, eventualmente, as qualificações creditícias de forma negativa, e, portanto, o custo de endividamento da região, tanto doméstico como externo, em um momento em que as condições financeiras internacionais poderão se restringir”, afirmou o Banco Mundial no documento.

Retomada do crescimento

Depois de uma desaceleração de seis anos — incluindo uma contração de 1,3% no ano passado —, a expectativa do Banco Mundial é de que a América Latina e o Caribe retome o crescimento em 2017, com prognósticos de um avanço de 1,2% do PIB real da região este ano, e de 2,3% em 2018.

A retomada do crescimento deve-se primordialmente à recuperação da América do Sul, que deve crescer 0,6% este ano e 2,2% no ano que vem, depois de dois anos consecutivos de contração — o PIB real caiu 1,2% em 2015 e 2,9% em 2016. Na América do Sul, a recuperação será liderada pela Argentina, que deve crescer 2,8% em 2017 e 3% em 2017 (depois de uma contração de 2,2% em 2016).

O Brasil deve voltar a crescer, com um avanço

de 0,7% este ano e de 2,3% em 2018, após

uma forte queda do PIB por dois anos consecutivos.

No restante da região, o México continuará crescendo acima de 2% (com um incremento esperado do PIB real de 2,2%, tanto em 2017 como em 2018), enquanto o crescimento da América Central e do Caribe se manterá perto de 4% em 2017 e 2018.

Em geral, a expectativa do Banco Mundial é de que os fatores externos que estiveram associados ao crescimento da região (os preços das matérias-primas e o crescimento da China no caso da América do Sul e o crescimento dos Estados Unidos no caso de México, América Central e Caribe) permaneçam estáveis ou mostrem uma leve melhora.

Por outro lado, o aumento gradual das taxas de juros mundiais eventualmente afetará a liquidez global de maneira negativa. “No entanto, a expectativa é de que o ambiente internacional permaneça neutro para a região no futuro próximo — particularmente se as potenciais políticas protecionistas dos EUA não se materializarem, ao menos no grau que se esperava no início deste ano”.

“Isso implica que, no curto prazo, a região terá que contar com suas próprias fontes de crescimento; particularmente, reformas estruturais na previdência, trabalhistas e educacionais, e aumentos no gasto em infraestrutura”, disse o documento.

“Infelizmente, as necessidades da região de aumentar o gasto em capital físico e humano provavelmente serão limitadas por recursos fiscais escassos”, afirmou o Banco Mundial.

Clique aqui para acessar o relatório completo (em inglês).

 

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